GDF continuará a pagar aumentos a servidores

Mesmo com os sucessivos questionamentos do MPDFT aos aumentos concedidos pelo ex-governador Agnelo Queiroz a diversas categorias de servidores, a gestão atual promete conceder os reajustes; "Enquanto as leis estiverem vigendo e não houver decisão judicial, temos que pagar os aumentos, como temos feito", explica o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle; MPDFT ajuizou uma Adin no TJDFT contra as 32 leis aprovadas pela gestão Agnelo Queiroz (PT) que concederam reajustes salariais entre 3,5 % e 22,2 % a 31 carreiras do funcionalismo distrital; LOA de 2015 prevê R$ 184,9 milhões para os reajustes, mas seriam necessários ao menos R$ 600 milhões

O governo do DF recebe, representantes dos sindicatos da Saúde e da Educação a fim de apresentar proposta para pagamento do 13º salário, férias, horas-extras e abono que estão atrasados(Wilson Dias/Agência Brasil)
O governo do DF recebe, representantes dos sindicatos da Saúde e da Educação a fim de apresentar proposta para pagamento do 13º salário, férias, horas-extras e abono que estão atrasados(Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


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Étore Medeiros, da Agência Brasília - Mesmo com os sucessivos questionamentos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) aos aumentos concedidos pelo ex-governador Agnelo Queiroz a diversas categorias de servidores, a gestão atual tem se esforçado para honrar os compromissos, ainda que com dificuldades. "Enquanto as leis estiverem vigendo e não houver decisão judicial, temos que pagar os aumentos, como temos feito", explica o chefe da Casa Civil, Hélio Doyle.

Ontem, o MPDFT entrou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa e reparação de danos morais coletivos contra Agnelo Queiroz, o ex-vice-governador Tadeu Filippelli, o ex-secretário de Estado Wilmar Lacerda e os ordenadores de despesa Washington Luis Sousa Sales e Luiz Alberto Cândido da Silva. Para o Ministério Público, o antigo governo apresentou projetos de lei com afirmações falsas sobre a disponibilidade orçamentária e financeira para bancar os reajustes, e não tomou medidas de responsabilidade fiscal, como a consulta a secretarias e à Procuradoria-Geral do DF.

Os esforços da atual gestão para honrar os pagamentos, entretanto, não significam uma defesa da forma que os reajustes foram concedidos. "O governo anterior foi irresponsável ao dar esses aumentos sem ter a cobertura financeira e orçamentária, ou seja, sabendo que não teria dinheiro para pagar. É isso o que o MP aponta agora, confirmando o que a gente já fala desde a transição", observa Doyle. "Essa é uma das situações que criam dificuldades para que o governo atual execute bem os serviços e melhore o atendimento à população nas mais diversas áreas", lamenta o chefe da Casa Civil.

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Inconstitucionalidade
Em 27 de fevereiro, o MPDFT ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios contra as 32 leis aprovadas pela gestão anterior que concederam reajustes salariais entre 3,5 % e 22,2 % — escalonados em três anos — a 31 carreiras do funcionalismo distrital. Os aumentos beneficiam cerca de 100 mil servidores.

Na ação, o Ministério Público destaca que, ao enviar os projetos à Câmara Legislativa, o governo garantiu haver previsão no orçamento e no Plano Plurianual, o que não se confirmou. A Lei Orçamentária Anual de 2015, por exemplo, prevê R$ 184,9 milhões para os reajustes, quando, na verdade, seriam necessários ao menos R$ 600 milhões.

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