GDF anuncia mudanças no sistema prisional
O governador Rodrigo Rollemberg anunciou mudanças no sistema prisional de Brasília; a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) volta a ser coordenada pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, que também se encarregará da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso. Até então, os órgãos eram vinculados à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus); o chefe do Executivo local também promoveu alterações no comando da Sejus; a pasta deixa de ser chefiada por João Carlos Souto, que ficou 1 ano e 2 meses no cargo; mudanças acontecem na mesma semana em que dez presos fugiram do Complexo Penitenciário da Papuda
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Brasília 247 - O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, anunciou, nesta terça-feira (23), mudanças no sistema prisional de Brasília. A Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) volta a ser coordenada pela Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, que também se encarregará da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso. Até então, os órgãos eram vinculados à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).
O chefe do Executivo local também promoveu alterações no comando da Sejus. A pasta deixa de ser chefiada por João Carlos Souto, que ficou 1 ano e 2 meses no cargo. Assume, interinamente, o chefe de gabinete da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais, Guilherme Rocha de Almeida Abreu. A Sesipe passa a ser chefiada pelo diretor-adjunto da Polícia Civil, delegado Anderson Espíndola, posto ocupado por João Carlos Couto Lóssio. O substituto de Espíndola na corporação ainda será anunciado.
As mudanças acontecem, após dez presos de alta periculosidade fugirem do Complexo Penitenciário da Papuda, no último domingo (21) – quatro ainda não foram recapturados. A soma das penas dos quatro foragidos ultrapassa 242 anos de prisão. A unidade fica no Complexo Penitenciário da Papuda e abriga apenas detentos em regime fechado.
Entre os presos há um narcotraficante acusado de mais de 200 homicídios e de envolvimento com facções criminosas e um mafioso em processo de extradição. A PDF I tem 3,4 mil internos, mas com capacidade apenas para 1.584, uma superlotação de 114%. A quantidade de agentes penitenciários é 200, quando o recomendado é de 1 profissional para cada 5 detentos.
Rollemberg agradeceu o apoio dos dois servidores que estão de saída dos cargos e ressaltou que a substituição visa melhorar a qualidade do serviço. "Esperamos com isso uma integração maior das forças de segurança do DF para que tenhamos um sistema prisional cada vez mais seguro". A escolha dos nomes de Anderson Espíndola e de Guilherme Rocha baseou-se em critérios técnicos (veja os perfis abaixo).
Ações
O governador ainda destacou as intervenções que vêm sendo feitas para tornar as prisões de Brasília mais seguras. Citou o novo prédio do Centro de Detenção Provisória (CPD) — que está com 99% da construção concluída e terá mais 400 vagas — e as obras na Penitenciária Feminina, no Gama, que passará a ter capacidade para abrigar mais 400 internas.
Além disso, desde agosto, outras quatro edificações prisionais estão em construção: o CDP1, CDP2, CDP3 e CDP4, que terão espaço para receber mais 3,2 mil detentos. Foram investidos R$ 112 milhões, dos quais R$ 80 milhões vêm de convênio firmado com o Departamento Penitenciário Nacional.
Durante o anúncio, o governador estava acompanhado de Guilherme Rocha; do chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; e da secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar.
O comando da Penitenciária I do DF também passou por mudanças, publicadas em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal nesta terça-feira (23). O diretor da unidade, Mauro Cezar Lima, foi exonerado e substituído por Johnson Kenedy Monteiro, que ocupava o cargo de delegado-chefe da 15º Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro).
Perfis
Anderson Jorge Damasceno Espíndola tem 44 anos e é delegado da Polícia Civil do DF desde 1996. Bacharel em direito, dirigiu o Centro de Detenção Provisória, no Complexo Penitenciário da Papuda, e a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos. Também chefiou a 1ª e a 4ª Delegacias de Polícia, na Asa Sul e no Guará, respectivamente. De 2009 a 2011, ocupou o cargo de subsecretário do Sistema Penitenciário. Também coordenou a Regional de Polícia Metropolitana. Atualmente ocupa o cargo de diretor-adjunto da Polícia Civil.
Guilherme Rocha de Almeida Abreu tem 48 anos e é formado em engenharia mecânica e direito. É perito criminal desde 1993 e chegou a chefiar o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF. Atualmente desempenha o cargo de chefe de gabinete da Casa Civil.
*Com informações fornecidas pela Agência Brasília
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