Funaro entrega Geddel e complica ainda mais Temer

Editor do Tijolaço, o jornalista Fernando Brito noticia que Lúcio Funaro prestou depoimento nesta quarta-feira, em que entregou Geddel Vieira Lima e complicou ainda mais a situação de Michel Temer; "Funaro operava para Cunha na Caixa Econômica Federal, tal como Fábio Cleto, que já o confessou. Lá, Geddel e Moreira Franco agiam sob as ordens de Michel Temer", diz Brito

Geddel Michel Temer
Geddel Michel Temer (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Agora há pouco, Jaílton de Carvalho, em O Globo:

O operador Lúcio Bolonha Funaro está prestando um novo depoimento à Polícia Federal no inquérito para investigar o presidente Michel Temer e o ex-assessor Rocha Loures pelos crimes de corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça. Funaro foi chamado para esclarecer algumas questões relativas ao primeiro interrogatório a que foi submetido no último dia 2. O operador deverá ainda fornecer mais detalhes dos casos mencionados anteriormente. As revelações do operador podem aumentar complicar a situação de Temer e do ex-ministro Geddel Vieira Lima, entre outros.

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No primeiro depoimento, Funaro acusou Geddel de fazer sondagens para saber se ele iria mesmo fazer acordo de delação premiada, como estava sendo ventilado pela imprensa. O ex-ministro, um dos principais aliados de Temer, teria ligado várias vezes para a mulher de Funaro em busca de informações sobre os planos do operador. Numa conversa com Temer, em 7 de março deste ano, o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, disse que estava pagando mesadas a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha para que os dois não fizessem delação. Temer teria dito, “tem que manter isso. Viu ?”.

Funaro afirmou também que até ser demitido, Geddel era o principal interlocutor de Batista no governo. A questão é importante porque, ainda na conversa com Temer, Batista diz que, com Geddel fora de cena, precisaria de um novo interlocutor. Temer indica, então, Rocha Loures para tratar de “tudo” com o empresário. Dias depois, o ex-assessor sai a campo, trata de decisões e cargos estratégicos do governo com Batista. Num outro momento, é filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil de Ricardo Saud, operador da propina da JBS.

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Funaro operava para Cunha na Caixa Econômica Federal, tal como Fábio Cleto, que já o confessou. Lá, Geddel e Moreira Franco agiam sob as ordens de Michel Temer.

Há um ano, noticiou-se que “a Eldorado Celulose, empresa do grupo J&F, que também é dono da JBS, pagou cerca de R$ 33 milhões em contratos de consultoria na área de energia para empresas ligadas a Lúcio Bolonha Funaro, que é apontado como operador do deputado Eduardo Cunha.”

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