Fátima Bezerra: sessão do Senado é “tragédia e farsa”
A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) classificou a sessão do Senado desta quarta (11), em que é analisada a admissibilidade de abertura de processo de impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff como uma farsa; ela afirmou que os “golpistas” usaram de todos os artifícios possíveis para cobrir com “manto da legalidade” o que de fato se configura em um golpe de Estado; a senadora defendeu Dilma, garantindo que ela não cometeu nenhum crime de responsabilidade e afirmou que o impeachment é apenas “a fantasia que oculta um projeto político derrotado nas eleições”
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247 - “Tragédia e farsa” foi como a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) classificou a sessão do Senado desta quarta-feira (11), em que é analisada a admissibilidade de abertura de processo de impeachment contra a presidente da República, Dilma Rousseff. Declarando seu voto contrário à abertura do processo, a senadora afirmou que os “golpistas” usaram de todos os artifícios possíveis para cobrir com “manto da legalidade” o que de fato se configura em um golpe de Estado.
A senadora defendeu Dilma, garantindo que ela não cometeu nenhum crime de responsabilidade e afirmou que o impeachment é apenas “a fantasia que oculta um projeto político derrotado nas eleições”. Para Fátima Bezerra, o PSDB entra para a história como um partido de “coveiros da democracia”.
"Se as ações da presidente não configuram crime e não há dolo, o Senado está se transformando neste exato momento em um tribunal de exceção — acusou a senadora, afirmando que a presidente, "uma mulher íntegra e honesta, será afastada como se fosse criminosa", disse.
A senadora terminou seu discurso homenageando nomes históricos da esquerda e exaltando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, ambos do PT. "Quem escolhe o lado certo da história nunca sai derrotado", disse.
Fátima fez um balanço do legado que deixam os governos Lula e Dilma, especialmente na área de educação. Ela citou o Fundeb, a Lei do Piso Salarial Nacional de Professores, o programa bolsa família, a expansão da educação profissional e tecnológica, a criação de 18 novas universidades federais e de mais de uma centena de novos campi como grandes conquistas na área de educação. “Mas eu arriscaria dizer, Sr. Presidente, que o Plano Nacional de Educação, que destina 10% do PIB para o setor e a lei que reserva 75% dos royalties do petróleo para a educação e 50% do fundo social do pré-sal para educação e saúde foram as duas principais conquistas da sociedade brasileira desde a promulgação da Constituição de 88”.
Para Fátima, que é professora e que sempre dedicou seus mandatos parlamentares à melhoria da qualidade do ensino no Brasil, lutar contra o golpe é lutar em defesa da educação brasileira. Por isso, fez de seu voto um tributo à memória de grandes mestres da educação brasileira, como Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes. “Farei do meu voto uma convocatória aos estudantes, professores, juristas, artistas, intelectuais e a cada trabalhador e trabalhadora brasileira, para que não desistam da luta em defesa da democracia. Viva Luiz Inácio Lula da Silva! Viva Dilma Vana Rousseff! Sairemos deste jogo de cartas marcadas ainda mais dispostos a lutar, pois não há derrota definitiva para quem assume o lado certo da história. Os golpistas não serão perdoados jamais! Não ao golpe! Em defesa da democracia, ousar lutar, ousar vencer!”, concluiu a senadora.
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