Falhas em urnas biométricas irritam Toffoli
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não gostou da repercussão dada às falhas nas urnas biométricas em diversas localidades do país; no Distrito Federal, 219 urnas precisaram ser trocadas; por ironia do destino, um dos maiores defensores do sistema biométrico, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), não conseguiu registrar as digitais na hora de votar ontem, em uma escola do Lago Sul, em Brasília, e acabou votando apenas com a identificação por documento
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Brasília 247 - Como informa o Poder Online, do IG, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antonio Dias Toffoli, se incomodou com a repercussão dada às falhas em urnas biométricas na votação de ontem. Toffoli teria comentado com os mais próximos que ficou muito incomodado com a postura de Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que, segundo ele, pintaram um cenário bem mais problemático do que de fato ocorreu, como por exemplo, o TRE do Distrito Federal.
Na tarde de ontem (5), o presidente do TRE-DF, Romão Cícero de Oliveira, chegou a afirmar que a votação em algumas seções de Taguatinga, Samambaia, Águas Claras, Asa Norte, Brazlândia e Ceilândia, no DF, poderia se estender até as 20h por causa da necessidade de troca de urnas eletrônicas. Na primeira experiência com a biometria no DF, 219 urnas não reconheceram as digitais e precisaram ser trocadas.
Para cúmulo do azar
Um dos maiores defensores do sistema biométrico, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), não conseguiu registrar as digitais na hora de votar ontem, em uma escola do Lago Sul, em Brasília. Após várias tentativas, o ministro, que é ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou apenas com a identificação por documento.
De acordo com resolução do TSE, o eleitor que não conseguir se identificar pelas digitais após oito tentativas deve ser liberado para votar apresentando documento com foto.
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