Ex-presidente do BNDES rebate acusações de corrupção
Em depoimento à CPI do BNDES, na Câmara, Demian Fiocca classificou de "injustos e equivocados" os comentários que associam o banco de fomento à corrupção; o ex-presidente do BNDES negou que tenha filiação partidária e garantiu que a política de financiamentos da instituição é "impessoal e republicana", também voltada para a geração de empregos no Brasil; Fiocca também negou que o x-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha interferido na liberação de empréstimos entre os anos de 2006 e 2007
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Agência Câmara - O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Demian Fiocca classificou de "injustos e equivocados" os comentários que associam o banco à corrupção.
Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura supostas irregularidades em operações da instituição, Fiocca rebateu comentários de deputados da oposição, como Betinho Gomes (PSDB-PE) e João Gualberto (PSDB-PA), para quem os escândalos do mensalão e de corrupção na Petrobras estão interligados e têm relação, mesmo que de forma indireta, com o BNDES, sobretudo pelo financiamento do banco a empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Demian Fiocca negou que tenha filiação partidária e garantiu que a política de financiamentos do BNDES é "impessoal e republicana", também voltada para a geração de empregos no Brasil. Reafirmou ainda a confiança nos instrumentos de avaliação de risco de crédito e nas garantias oferecidas aos financiamentos. "Para mim, não existe uma percepção de corrupção associada ao BNDES. Isso é injusto e equivocado. Os comentários que ouço são positivos e a reputação do banco é boa", destacou o ex-presidente.
Fiocca lembrou que deixou o banco há oito anos e retornou nesta semana apenas para se atualizar de dados que pudessem ser alvo de questionamentos na CPI. Ele disse não ter encontrado nenhum ambiente de preocupação diante da investigação. "O banco está seguro da lisura de suas operações."
Os deputados de oposição citaram ainda matéria do jornal O Globo, de 2014, sobre uma ação da Operação Lava Jato que teria abortado a tentativa da Mare Investimentos, da qual Demian Fiocca é sócio, de assumir o controle acionário da Ecoglobal Ambiental, empresa que chegou a assinar um contrato de R$ 444 milhões com a Petrobras. Segundo a matéria, haveria ligação entre a Ecoglobal, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, presos na Lava Jato.
Quanto a esse caso específico, Demian Fiocca frisou que o negócio não foi concretizado e data de período posterior a sua passagem no BNDES.
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Ex-presidente do BNDES nega interferência de Lula em liberações de empréstimo
Paula Laboissière, Repórter da Agência Brasil - O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Demian Fiocca negou hoje (3) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha interferido na liberação de empréstimos da instituição de 2006 a 2007. Demian Fiocca presidiu o BNDES nesse período.
Em depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, que apura supostas irregularidades em operações da instituição, Fiocca disse que a política do banco é impessoal e republicana e que as condições para concessão de crédito são as mesmas para todo tipo de empresa.
O relator da CPI, deputado José Rocha (PR-BA), classificou de escalada insustentável o ritmo de empréstimos aprovados na gestão de Fiocca. Segundo Rocha, o BNDES desembolsou R$ 51,3 bilhões em 2006 e R$ 64,9 bilhões em 2007, valores que levaram o Tesouro Nacional a intensificar o aporte de capital no banco.
Demian Fiocca lembrou que, à época, o país enfrentava um cenário de crise econômica internacional e que o BNDES foi usado como instrumento de enfrentamento das dificuldades provenientes do período e destacou que a instituição tem volume de recursos suficientes para atuar sem o Tesouro Nacional.
Durante todo o seu depoimento, Fiocca rebateu comentários feitos pelos parlamentares que ligavam o banco à Ação Penal 470, o processo do mensalão, e às denúncias de corrupção na Petrobras. "Considero absolutamente injusto e equivocado procurar associar corrupção ao BNDES", disse Fiocca.
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