Ex-petista, Cristovam diz que PT se ‘autoassassinou’
Senador que deixou o PT há pouco mais de dez anos e foi ministro da Educação no governo Lula, Cristovam Buarque (PDT-DF) avalia que o "fracasso" do governo Dilma se deve principalmente a erros cometidos pela presidente em seu governo, que está em "fase terminal"; para ele, "a grande culpa é do PT" para o governo ter chegado nesse estado; "O PT se autoassassinou por recusar o mérito nos seus dirigentes", diz, em entrevista à BBC Brasil; senador está prestes a deixar também o PDT, que para ele virou um "puxadinho do PT"
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Brasília 247 – Ex-petista e ex-ministro do governo Lula, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) reafirmou suas críticas ao PT e ao governo da presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira 22, em entrevista publicada pela BBC Brasil. Para ele, o PT se "autoassassinou" e o governo atual está em "fase terminal".
Em sua avaliação, o "fracasso" do governo Dilma se deve principalmente a erros cometidos pela presidente em seu governo. Para ele, "a grande culpa é do PT" para o governo ter chegado a esse ponto. "O PT se autoassassinou. Há uma diferença entre autoassassinato e suicídio: suicídio é um gesto consciente, em que existe até uma dignidade; o autoassassinato nem é consciente nem carrega dignidade", critica.
"O PT se autoassassinou por recusar o mérito nos seus dirigentes: nomeava ministro, vice-ministro, subministro, diretores apenas por interesses imediatistas, corporativos. Se autoassassinou por não pensar o médio e longo prazo do Brasil, por ficar prisioneiro da próxima eleição, por abrir mão das reformas necessárias que poderia ter feito, sobretudo com a grande liderança que era Lula", complementou.
"Agora, a Dilma colaborou. Ela poderia ter se 'independizado' do PT, mas continuou dependente dele, e com isso destruiu seu governo", disse ainda. Questionado sobre o impeachment, disse que se preocupa mais com o 'day after' do que "com se isso vai terminar com a continuação da Dilma, o impeachment ou a cassação". O ideal, defende, "seria a Dilma, mas com um governo que não fosse da Dilma" – "ela dizer que não é mais do PT".
O senador também está prestes a sair do PDT, para ele, partido que virou um "puxadinho do PT". A legenda presidida por Carlos Lupi deverá lançar à presidência o ex-ministro Ciro Gomes, que também foi colocado à disposição do PT como "plano B" em 2018, em caso de os petistas não terem opção de candidato.
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