Ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues se entrega à PF em Brasília
Foragido desde o dia 24, quando teve a prisão decretada pela pela Justiça de Campos dos Goytacazes (RJ). Rodrigues é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção, extorsão, participação em organização criminosa e falsidade ideológica; segundo a delação da JBS, Rodrigues negociou com Garotinho e com o frigorífico JBS a doação de R$ 3 milhões oriundos de propina para a campanha do ex-governador em 2014
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Brasília 247 - O ex-ministro dos Transportes Antônio Carlos Rodrigues se entregou à Polícia Federal em Brasília nesta terça-feira (28). Presidente do PR, Rodrigues estava desde o dia 24, quando teve a prisão decretada pela Justiça de Campos dos Goytacazes (RJ). Rodrigues é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção, extorsão, participação em organização criminosa e falsidade ideológica.
Os crimes são apurados na mesma investigação que resultou na prisão dos ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, ambos do PR. O Ministério Público do Rio de Janeiro diz que Rodrigues negociou com Garotinho e com o frigorífico JBS a doação de dinheiro oriundo de propina para a campanha do ex-governador em 2014.
A denúncia surgiu da delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista e do executivo do grupo J&F Ricardo Saud. Segundo a PF, a JBS firmou contrato fraudulento com uma empresa sediada em Macaé para a prestação de serviços na área de informática. A suspeita é a de que os serviços não foram prestados e o contrato, de aproximadamente R$ 3 milhões, serviria para o repasse irregular de valores para a utilização nas campanhas eleitorais.
Rodrigues comandou o Ministério dos Transportes entre janeiro de 2015 e maio de 2016. Antes de assumir a pasta, o presidente do PR foi suplente de Marta Suplicy no Senado - ela havia se licenciado para chefiar o Ministério da Cultura. Em São Paulo, Rodrigues foi vereador e comandou a Câmara Municipal entre 2007 e 2010.
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