Estevão reformou cela na Papuda e com empresa de fachada, acusa MP

Condenado a 26 anos de prisão, o ex-senador Luiz Estevão (ex-PMDB) é acusado pelo Ministério Público (MPDFT) de financiar a reforma do bloco onde cumpre pena no Complexo da Papuda; segundo o MP, a reforma fere "os princípios da administração pública como impessoalidade, moralidade e publicidade", além de ter sido paga por meio de uma empresa de fachada; considerado "luxuoso", o espaço no bloco 5 do Centro de Detenção Provisória destinado a "vulneráveis" – ex-policiais, presos federais e outros detentos que podem correr risco se misturados a outros presos – tem sanitário e pia de louça, cortina, tapete, chuveiro, cerâmica e paredes pintadas

Condenado a 26 anos de prisão, o ex-senador Luiz Estevão (ex-PMDB) é acusado pelo Ministério Público (MPDFT) de financiar a reforma do bloco onde cumpre pena no Complexo da Papuda; segundo o MP, a reforma fere "os princípios da administração pública como impessoalidade, moralidade e publicidade", além de ter sido paga por meio de uma empresa de fachada; considerado "luxuoso", o espaço no bloco 5 do Centro de Detenção Provisória destinado a "vulneráveis" – ex-policiais, presos federais e outros detentos que podem correr risco se misturados a outros presos – tem sanitário e pia de louça, cortina, tapete, chuveiro, cerâmica e paredes pintadas
Condenado a 26 anos de prisão, o ex-senador Luiz Estevão (ex-PMDB) é acusado pelo Ministério Público (MPDFT) de financiar a reforma do bloco onde cumpre pena no Complexo da Papuda; segundo o MP, a reforma fere "os princípios da administração pública como impessoalidade, moralidade e publicidade", além de ter sido paga por meio de uma empresa de fachada; considerado "luxuoso", o espaço no bloco 5 do Centro de Detenção Provisória destinado a "vulneráveis" – ex-policiais, presos federais e outros detentos que podem correr risco se misturados a outros presos – tem sanitário e pia de louça, cortina, tapete, chuveiro, cerâmica e paredes pintadas (Foto: Leonardo Lucena)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Brasília 247 - Condenado a 26 anos de prisão, o ex-senador Luiz Estevão (ex-PMDB) é acusado pelo Ministério Público (MPDFT) de financiar a reforma do bloco onde cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda - a punição foi imposta pela Justiça de São Paulo por desvio de verba durante a construção do Fórum Trabalhista de São Paulo, no período de 1992 a 1998. De acordo com o MPDF, a reforma da cela foi paga por meio de uma empresa de fachada, com sede em um endereço residencial nunca ocupado realmente pela empresa e sem empregados formalmente contratados. Segundo as investigações, era uma arquiteta do grupo empresarial de Luiz Estevão quem de fato dirigia obra, a pedido do ex-parlamentar.

Considerado "luxuoso", o espaço no bloco 5 do Centro de Detenção Provisória destinado a "vulneráveis" – ex-policiais, presos federais e outros detentos que podem correr risco se misturados a outros presos – tem sanitário e pia de louça, cortina, tapete, chuveiro, cerâmica e paredes pintadas.

Segundo a denúncia, o ex-diretor do CDP se recusou a dizer quem financiava a obra a promotores que visitaram a Papuda. O órgão informo não haver registro oficial da reforma, que levou mais de seis meses para ser concluída, ao longo de 2013. 

continua após o anúncio

“A misteriosa reforma começou a ser desvelada quando foi concluída e ali foi alocado o senhor Luiz Estevão de Oliveira Neto, sem autorização judicial, permanecendo em uma ala inteira, na qual havia sido criado um pátio para banho de sol exclusivo, simplesmente sozinho, por praticamente quatro meses, e posteriormente recebendo a companhia apenas de outros quatro presos detentores de poder político/econômico”, diz a denúncia.

Na avaliação do MP, a reforma fere "os princípios da administração pública como impessoalidade, moralidade e publicidade". 

continua após o anúncio

Condenação

Estevão foi condenado pelos crimes de corrupção ativa, estelionato, formação de quadrilha, peculato e uso de documento falso nas obras do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Dois dos crimes, quadrilha e uso de documento falso, podem estar prescritos e a pena final deve ser de 26 anos.

continua após o anúncio
O ex-senador divide cela com o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e com o publicitário Ramon Hollerbach, ambos condenados no escândalo do 'mensalão'.

 

 

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247