Erundina: eleição é para decidir se Cunha continuará manobrando Câmara

Candidata a presidente da Câmara pelo PSOL, a deputada Luiza Erundina afirmou que apesar de haver 14 candidatos, há apenas dois projetos em disputa: "a manutenção de uma Câmara desmoralizada, manobrada pelo fantasma de Eduardo Cunha, e do outro lado aqueles que lutaram pelo afastamento de Cunha"; em seu discurso, ela ressaltou que é necessário uma nova Câmara para um novo tempo e defendeu a eleição de uma mulher para o cargo

Candidata a presidente da Câmara pelo PSOL, a deputada Luiza Erundina afirmou que apesar de haver 14 candidatos, há apenas dois projetos em disputa: "a manutenção de uma Câmara desmoralizada, manobrada pelo fantasma de Eduardo Cunha, e do outro lado aqueles que lutaram pelo afastamento de Cunha"; em seu discurso, ela ressaltou que é necessário uma nova Câmara para um novo tempo e defendeu a eleição de uma mulher para o cargo
Candidata a presidente da Câmara pelo PSOL, a deputada Luiza Erundina afirmou que apesar de haver 14 candidatos, há apenas dois projetos em disputa: "a manutenção de uma Câmara desmoralizada, manobrada pelo fantasma de Eduardo Cunha, e do outro lado aqueles que lutaram pelo afastamento de Cunha"; em seu discurso, ela ressaltou que é necessário uma nova Câmara para um novo tempo e defendeu a eleição de uma mulher para o cargo (Foto: Valter Lima)


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247 - Candidata a presidente da Câmara pelo PSOL, a deputada Luiza Erundina afirmou que apesar de haver 14 candidatos, há apenas dois projetos em disputa: "a manutenção de uma Câmara desmoralizada, manobrada pelo fantasma de Eduardo Cunha, e do outro lado aqueles que lutaram pelo afastamento de Cunha".

Em seu discurso, ela ressaltou que é necessário uma nova Câmara para um novo tempo. Segundo ela, esse é um momento histórico para o Parlamento fazer justiça com as mulheres no Brasil, que nunca comandaram uma das Casas (Câmara ou Senado) devido à baixa representação.

“Além de injusta, essa situação ajuda a degradar a imagem do Brasil no cenário internacional. Represento também as mulheres e as frentes progressistas que resistem ao atraso e ao conservadorismo que pretende ameaçar conquistas democráticas”, afirmou. Ela também criticou o impeachment de Dilma Rousseff.

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Erundina prometeu, se eleita, uma “mudança radical” na conduta da Casa. “Na nossa presidência, o povo ocupará o lugar que lhe cabe na sua Casa, sem grades e outros obstáculos para que eles possam pressionar pacificamente pelas propostas”, observou.

A candidata disse que é preciso discutir questões que são de “real interesse do País”, como a reforma política, a reforma tributária, a regulamentação dos dispositivos constitucionais sobre comunicação social, a reforma agrária e urbana.

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Quanto ao andamento dos trabalhos, prometeu fortalecer o trabalho das comissões e a participação do Colégio de Líderes.

“Qualquer que seja o resultado, esta sessão entrará para a história por substituir um deputado que fez uma gestão desastrosa para o País”, opinou.

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Carreira política

Deputada há cinco mandatos, Erundina é suplente da atual Mesa Diretora. Ela ingressou no Psol neste ano. Já foi filiada ao PT (1980-1997) e ao PSB (1997-2016). Foi prefeita de São Paulo de 1989 a 1992, além de vereadora (1983 a 1987) e deputada estadual (1987 a 1988). Também foi ministra da Administração Federal no governo Itamar Franco (1993).

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A deputada foi a 9ª a registrar candidatura à presidência da Câmara após a renúncia do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo de presidente.

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