Erika Kokay apresenta decreto legislativo para sustar privatização da Infraero

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) apresentou Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos do decreto nº 9.180/2017, por meio do qual o governo autoriza a privatização da Infraero; o decreto de Temer inclui no Programa Nacional de Desestatização 13 aeroportos hoje operados pela Infraero; "Existe o risco real de diminuição da infraestrutura aeroportuária disponível, com diminuição de horário de atendimento ao público e redução de investimentos, principalmente, em relação aos aeroportos deficitários", argumenta a deputada

Erika Kokay
Erika Kokay (Foto: Romulo Faro)


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Brasília 247 - A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) apresentou Projeto de Decreto Legislativo para sustar os efeitos do decreto nº 9.180/2017, de autoria do governo de Michel Temer, que autoriza a privatização da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), no âmbito do Programa Nacional de Desestatização.

O decreto de Temer inclui no Programa Nacional de Desestatização 13 aeroportos, hoje, operados pela Infraero, entre os quais está, o aeroporto Eurico de Aguiar Salles, localizado em Vitória-ES; aeroporto Gilberto Freyre, em Recife-PE; aeroporto de Macaé, em Macaé-RJ; aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió-AL e aeroporto Santa Maria, em Aracaju-SE.

A deputada, que é coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa da Infraero, critica as privatizações. Segundo Kokay, o decreto representa gravíssima ameaça ao patrimônio público, compromete a soberania, a segurança e a economia do País, além de afetar a qualidade dos serviços aeroportuários e incorrer no aumento de tarifas, vez que as empresas privadas não têm interesse em prestar um serviço público de qualidade.

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"A Infraero, administradora de 54 aeroportos no País, está ameaçada de perder seus aeroportos mais rentáveis para a iniciativa privada", argumenta Erika Kokay. "Existe o risco real de diminuição da infraestrutura aeroportuária disponível, com diminuição de horário de atendimento ao público e redução de investimentos, principalmente, em relação aos aeroportos deficitários", completa a deputada.

"As principais consequências do processo de desestatização seriam a perda de aeroportos superavitários essenciais para a manutenção do subsídio cruzado da rede de aeroportos sob a gestão da Infraero; fluxo de caixa negativo de cerca de R$ 400 milhões anuais, durante mais de 15 anos; absorção de mais de 1,6 mil funcionários dos blocos de aeroportos a serem concedidos, vez que acordo trabalhista garante estabilidade até 2020 dos empregados; comprometimento do orçamento da União em mais de R$ 3 bilhões por ano para manutenção do custeio da estatal", justifica Kokay.

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Para a deputada, não existe, por exemplo, nenhuma justificativa para a inclusão do Aeroporto de Vitória nas concessões visto que o aeródromo recebeu investimentos da ordem de R$ 680 milhões pela Infraero. "A obra está em fase final e o aeroporto é operado pela melhor e maior operadora do Brasil: a Infraero", criticou Kokay.

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