Encerrada greve, movimento em hospitais do DF é baixo

Em greve desde a última sexta-feira (16),  os médicos do Distrito Federal estão voltando ao trabalho, mas o movimento nos hospitais ainda está abaixo do normal; pacientes que estavam nos hospitais disseram que tinham receio de não ser atendidos; depois que a Justiça determinou o fim da greve sob pena de multa de R$ 80 mil, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal convocou os profissionais a voltarem às atividades, mas a categoria está estudando as medidas legais cabíveis contra a decisão judicial

Em greve desde a última sexta-feira (16),  os médicos do Distrito Federal estão voltando ao trabalho, mas o movimento nos hospitais ainda está abaixo do normal; pacientes que estavam nos hospitais disseram que tinham receio de não ser atendidos; depois que a Justiça determinou o fim da greve sob pena de multa de R$ 80 mil, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal convocou os profissionais a voltarem às atividades, mas a categoria está estudando as medidas legais cabíveis contra a decisão judicial
Em greve desde a última sexta-feira (16),  os médicos do Distrito Federal estão voltando ao trabalho, mas o movimento nos hospitais ainda está abaixo do normal; pacientes que estavam nos hospitais disseram que tinham receio de não ser atendidos; depois que a Justiça determinou o fim da greve sob pena de multa de R$ 80 mil, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal convocou os profissionais a voltarem às atividades, mas a categoria está estudando as medidas legais cabíveis contra a decisão judicial (Foto: Valter Lima)


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Agência Brasil - Em greve desde a última sexta-feira (16),  os médicos do Distrito Federal estão voltando ao trabalho, mas o movimento nos hospitais ainda está abaixo do normal. Os pacientes que estavam nos hospitais disseram que tinham receio de não ser atendidos. Depois que a Justiça determinou o fim da greve sob pena de multa de R$ 80 mil, o Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico) convocou os profissionais a voltarem às atividades e adiantou a assembleia, que seria na noite de amanhã, para a noite de hoje. Segundo nota do sindicato, a categoria está estudando as medidas legais cabíveis contra a decisão judicial.

O SindMédico havia dito que o atendimento de urgência e emergência não seria afetado. Mesmo assim, pacientes reclamaram que a demora hoje (20) estava maior na emergência. Na emergência do Hospital Regional do Guará, segundo a técnica-administrativa Ana Matias, que recebe os pacientes, não houve atendimento na manhã de hoje (20), mas a tarde uma ginecologista estave atendendo. Segundo a funcionária, a dificuldade vai além do período de greve. “O hospital está sem remédio”, disse Ana, acrescentando que o local sempre sofre com a falta de clínicos gerais.  Ela disse que hoje a demanda foi menor, deduzindo que os pacientes, sabendo da greve, não procuraram o hospital.

Enquanto isso, a brigadista Eliene Vieira estava há três horas na fila de agendamento para marcar uma consulta com um cardiologista no Hospital Regional de Ceilândia (HCR). “Cheguei às 13h e até agora [16h] a fila não andou, ninguém diz se a gente vai conseguir marcar ou não”. Logo depois uma funcionária informou que os pacientes deixariam os dados, mas não havia vagas para agendamento.

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Na ala da emergência do HCR, um dos maiores do Distrito Federal, os pacientes foram informados que apenas um médico estava atendendo, mas a administração do hospital não falou com a reportagem para confirmar o número.

Na fila estava Maria Aparecida Alves, esperando atendimento para a neta, Maria Vitória, de 5 anos, que precisava trocar o gesso do braço quebrado. “Disseram que estão atendendo, mas já estou aqui faz mais de uma hora e não me deram certeza de que ela vai ser atendida”, disse.

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Na emergência infantil Paulo César Batista, que mora em Águas Lindas (GO), e estava com o filho Levi com febre desde a madrugada, esperava atendimento pediátrico havia mais de duas horas. “Primeiro eu fui para Brazlândia, ainda pela manhã, mas de lá me disseram para vir aqui no HCR. Cheguei umas 14h e disseram que tem uma médica atendendo, mas não tem nem triagem para dizer o que é grave e o que não é. Ainda não sei se meu filho vai ser atendido”.

No Hospital Regional de Taguatinga, também um dos maiores da região, funcionários disseram que  o atendimento estava normal, tanto no pronto-socorro quanto na parte ambulatorial. “Eu estava com uma consulta agendada com uma ginecologista e fui atendida normalmente, graças a Deus”, disse a funcionária pública Clarissa Gomes.

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