Em sessão tensa, Conselho de Ética arquiva cassação de senadoras

Por 12 votos favoráveis e 2 contra, o Conselho de Ética arquivou a representação que pedia a cassação dos mandatos das seis senadoras que comeram marmita no plenário da Casa; representação atingia as senadoras Angela Portela (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Regina Sousa (PT-PI); sessão foi marcada por confusão e tumulto; Lindbergh Farias, líder do PT, questionou o processo e mencionou o arquivamento do pedido de cassação de Aécio Neves (PSDB-MG), o que considerou um caso "muito mais grave"

Por 12 votos favoráveis e 2 contra, o Conselho de Ética arquivou a representação que pedia a cassação dos mandatos das seis senadoras que comeram marmita no plenário da Casa; representação atingia as senadoras Angela Portela (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Regina Sousa (PT-PI); sessão foi marcada por confusão e tumulto; Lindbergh Farias, líder do PT, questionou o processo e mencionou o arquivamento do pedido de cassação de Aécio Neves (PSDB-MG), o que considerou um caso "muito mais grave"
Por 12 votos favoráveis e 2 contra, o Conselho de Ética arquivou a representação que pedia a cassação dos mandatos das seis senadoras que comeram marmita no plenário da Casa; representação atingia as senadoras Angela Portela (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Regina Sousa (PT-PI); sessão foi marcada por confusão e tumulto; Lindbergh Farias, líder do PT, questionou o processo e mencionou o arquivamento do pedido de cassação de Aécio Neves (PSDB-MG), o que considerou um caso "muito mais grave" (Foto: Aquiles Lins)


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Agência Senado - O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar votou, nesta terça-feira (8), pelo arquivamento da Denúncia (DEN) 1/2017, contra as seis senadoras que ocuparam a Mesa do Plenário para tentar impedir a votação da reforma trabalhista (PLC 38/2017), no dia 11 julho. A denúncia foi feita por José Medeiros (PSD-MT) com o apoio de outros 14 senadores.

O presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto Souza (PMDB-MA) submeteu ao Plenário a questão de ordem do senador Humberto costa (PT-PE) de reconsiderar a denúncia em desfavor das senadoras Ângela Portela (PDT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

O arquivamento foi aprovado por 12 votos 2 e uma abstenção. Votaram contrariamente ao pedido de reconsideração os senadores Airton Sandoval (PMDB-SP) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). A abstenção foi do corregedor do Senado, Roberto Rocha (PSB-MA).

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Tumulto

A sessão foi inicialmente marcada para o sorteio do nome do relator da denúncia, mas antes da votação houve tumulto quando o senador Lindbergh Farias questionou o processo contra as senadoras. Ele mencionou o arquivamento do pedido de cassação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) pela Comissão de Ética, o que considerou um caso "muito mais grave".

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Após muita discussão e desentendimento, o presidente suspendeu a reunião, para ser retomada dez minutos depois com a apreciação do pedido do senador Humberto Costa, que também questionou a legitimidade da denúncia, primeiramente apresentada como representação e que depois teria sido substituída de maneira irregular.

Apesar de a maioria ter votado pelo arquivamento da denúncia, houve muitas críticas ao comportamento das senadoras. Eduardo Amorim (PSC-SE) disse que "perdoava desta vez", mas discordou do "mau costume" da oposição. Outros senadores também afirmaram que temiam "abrir um precedente" com a decisão, mas alertaram para que se evite a repetição da mesma atitude no futuro.

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O autor da denúncia, José Medeiros, enfatizou que as senadoras ocuparam a Mesa durante a sessão no Plenário, impedindo o trabalho da Presidência do Senado para barrar a votação de uma matéria importante.

— A imagem dessas senadoras almoçando na Mesa, essa cena ridícula, rodou o mundo. Estamos de diante de fatos que precisavam ser punidos para que, de forma pedagógica, o Senado reassuma seu papel e o seu tamanho — completou.

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