"Eles querem companhia no banco dos réus"

No mesmo dia em que a PGR enviou ao STF denúncia contra presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção e lavagem de dinheiro, o peemedebista teceu duras críticas à procuradoria e ao governo Dilma; segundo o parlamentar, a denúncia da Lava-Jato é apenas uma tentativa de tirar o foco do PT; "Eles querem companhia no banco dos réus. Eles acham que, se ficar todo mundo igual, é mais fácil para poder resolver"; "Eles fizeram isso para tentar ganhar força nas manifestações (a favor do governo)", disse Cunha, que sinaliza a existência de um complô entre governo e procuradoria contra ele

No mesmo dia em que a PGR enviou ao STF denúncia contra presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção e lavagem de dinheiro, o peemedebista teceu duras críticas à procuradoria e ao governo Dilma; segundo o parlamentar, a denúncia da Lava-Jato é apenas uma tentativa de tirar o foco do PT; "Eles querem companhia no banco dos réus. Eles acham que, se ficar todo mundo igual, é mais fácil para poder resolver"; "Eles fizeram isso para tentar ganhar força nas manifestações (a favor do governo)", disse Cunha, que sinaliza a existência de um complô entre governo e procuradoria contra ele
No mesmo dia em que a PGR enviou ao STF denúncia contra presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção e lavagem de dinheiro, o peemedebista teceu duras críticas à procuradoria e ao governo Dilma; segundo o parlamentar, a denúncia da Lava-Jato é apenas uma tentativa de tirar o foco do PT; "Eles querem companhia no banco dos réus. Eles acham que, se ficar todo mundo igual, é mais fácil para poder resolver"; "Eles fizeram isso para tentar ganhar força nas manifestações (a favor do governo)", disse Cunha, que sinaliza a existência de um complô entre governo e procuradoria contra ele (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 – No mesmo dia em que a Procuradoria Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção e lavagem de dinheiro, o peemedebista teceu duras críticas ao procurador Rodrigo Janot e ao governo Dilma Rousseff.

O parlamentar é acusado de receber propina de ao menos US$ 5 milhões, conforme depoimento do empresário Júlio Camargo, delator da Operação Lava Jato. Cunha evitou comentar sobre a operação.

Segundo o parlamentar, a denúncia da Lava-Jato é apenas uma tentativa de tirar o foco do PT. "Eles querem companhia no banco dos réus. Eles acham que, se ficar todo mundo igual, é mais fácil para poder resolver", afirmou Cunha durante entrevista ao Correio Braziliense.

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O peemedebista sinaliza a existência de um complô entre a PGR e o governo contra ele. "Na prática, aconteceu o seguinte: eles começaram a semana com uma crise deles, por causa da manifestação, aí tentaram transferir a crise para cá. É simples, culminando com a manifestação hoje (ontem) que eles organizaram", acrescentou.

O presidente da Câmara assegurou que não vai renunciar ao cargo e, nessa quina-feira (20), afirmou, numa entrevista, que a estratégia da PGR em anunciar a ação contra ele rendeu "duas manchetes". "Eles fizeram isso para tentar ganhar força nas manifestações (a favor do governo)", afirmou.

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Críticas ao PT

Cunha voltou a atacar o governo Dilma. "Acho que o impeachment não é recurso eleitoral. O Brasil não pode ser tratado como republiqueta. O mandato anterior já se encerrou, então o pedido tem de se basear em fatos decorrentes deste mandato", disse.

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"O PMDB não manda no governo, nunca mandou, nunca foi responsável pela política econômica ou por qualquer política pública desse governo. O governo é o PT, quem manda é o PT, nós estamos lá apenas para dar apoio parlamentar e fingir que ocupamos espaço no governo, essa é a verdade. O PMDB tem de se recompor, não pode ficar a reboque, dependendo de mais um ministério.

Apesar de criticar o governo Dilma, o deputado afirma que "o PT ainda tem um percentual, embora pequeno, pelo tamanho da população". "Mas ainda tem um percentual de apoiamento pela militância que ele fez. O PT ainda não acabou, nem acho que vá acabar, mas o PT vai, obviamente, ficar muito menor do que já foi. E não será mais opção de poder no país depois do exercício deste mandato", complementou.

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PMDB e Renan Calheiros

O presidente da Câmara nega que sofrerá um isolamento em função da proximidade do Planalto com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Veja, é um sistema bicameral. É uma ingenuidade pensar que você vai isolar o presidente da Câmara. Não consegue. Todas as medidas provisórias começam e terminam aqui".

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Membros do PSDB falam num movimento do PMDB em prol do afastamento da petista. Cunha, no entanto, disse que vai "discutir esse tipo de relação". "O movimento ao qual eu defendo é que o PMDB saia do governo. Eu não estou defendendo disputar espaço com o PSDB, estou defendendo sair do governo. Sair do governo não significa ser oposição, pode ser independente", pontuou.

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