Doyle: gabinete de Santana custa mais de R$ 900 mil por mês
Colunista do Jornal de Brasília, Hélio Doyle afirma que o vice-governador Renato Santana tem 177 servidores em seu gabinete; em julho, isso custou R$ 909,6 mil aos cofres públicos, diz o jornalista; segundo ele, apenas 30 são funcionários estatutários do Distrito Federal; Doyle aponta que há 91 comissionados de livre escolha do vice, entre policiais civis, e 42 PMs e bombeiros, "dos quais 29 ocupam funções militares"; "Uma estrutura dispendiosa e inútil. O gabinete do vice-governador poderia funcionar com uns 10 a 15 funcionários e sua segurança pessoal poderia ser feita pela Casa Militar, como a do governador", critica
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Brasília 247 - O colunista do Jornal de Brasília Hélio Doyle afirma que o vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana, tem 177 servidores lotados em seu gabinete. Em julho, isso custou R$ 909.639,67 aos cofres públicos, diz o jornalista. Segundo ele, "dos 177 servidores no imenso gabinete do vice, apenas 30 são funcionários estatutários do Distrito Federal. Há 91 comissionados de livre escolha do vice-governador, entre os quais policiais civis, e 42 policiais militares e bombeiros – dos quais 29 ocupam funções militares".
"Uma estrutura dispendiosa e inútil. O gabinete do vice-governador poderia funcionar com uns 10 a 15 funcionários e sua segurança pessoal poderia ser feita pela Casa Militar, como a do governador", diz.
Segundo o colunista, "a assessoria do vice-governador exalta, com razão, a economia que Renato Santana está fazendo em relação aos estratosféricos gastos do então vice-governador Tadeu Filippelli. Comparada com as despesas em 2014, na gestão anterior, em 2015 houve uma boa redução".
"O problema é que os gastos do vice-governador eram escandalosos no governo de Agnelo Queiroz e agora são absurdos. Gasta-se menos, mas ainda são elevados. No governo anterior, em 2014, o vice-governador gastou R$ 386 mil com despesas telefônicas. O atual gastou R$ 23 mil no ano passado, segundo dados fornecidos por sua assessoria", acrescenta.
O jornalista avaliou que "não há nada que um vice-governador faça que um secretário de Estado não possa fazer. E um secretário não tem residência oficial, mordomias e esquema de segurança. Custa bem menos".
Em tempos de comunicação fácil, de internet e telefonia rápida, um governador não precisa se afastar do cargo quando sai do Distrito Federal. E se precisar ficar um tempo fora do governo, em férias, por estar doente ou por qualquer outro motivo, pode muito bem ser substituído interinamente por um de seus secretários – até 1988 não existia vice e o governador era substituído transitoriamente pelo chefe da Casa Civil", complementa.
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