Disputa na CLDF pode reabilitar Celina Leão
A eleição para o comando da Câmara Legislativa do Distrito Federal, entre os distritais Joe Valle, do PDT, e Agaciel Maia, do PR, tem como pano de fundo a tentativa de reabilitação da ex-presidente Celina Leão, que foi afastada por suspeita de corrupção na Operação Drácon; isso porque Celina seria presidente da CCJ na gestão de Valle; ou seja: uma posição que permitiria a ela barrar qualquer tipo de investigação
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Brasília 247 – A eleição da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal, que ocorre nesta manhã, entre os distritais Joe Valle, do PDT, e Agaciel Maia, do PR, tem como pano de fundo a tentativa de reabilitação da ex-presidente Celina Leão, que foi afastada por suspeita de corrupção na Operação Drácon.
Isso porque Celina seria presidente da CCJ na gestão de Valle. Ou seja: uma posição que permitiria a ela barrar qualquer tipo de investigação contra si e seus aliados.
Leia, abaixo, nota sobre o apoio do PT e do PSB a Agaciel Maia:
Na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (14) dois partidos políticos declaram apoio à candidatura do deputado Agaciel Maia (PR) à presidência da Câmara Legislativa: PT e PSB. A eleição da nova Mesa Diretora, que comandará o Legislativo local no biênio 2017/2018, acontecerá nesta quinta-feira, às 10h.
O deputado Chico Vigilante (PT) usou a tribuna para explicar que o seu partido fechou aliança com Agaciel Maia e indicará o deputado Ricardo Vale (PT) como candidato à vice-presidência. Segundo ele, a aliança foi construída ao longo dos últimos meses e está sacramentada.
Já a deputada Luzia de Paula falou em nome do PSB e também manifestou apoio à candidatura de Maia para dirigir a próxima Mesa Diretora da Câmara. Agaciel Maia acompanhou as manifestações a agradeceu o apoio recebido dos colegas.
Manifestação – Outro tema abordado pelos distritais na sessão desta quarta-feira foi a manifestação realizada ontem na Esplanada dos Ministério contra a PEC do teto dos gastos públicos. O deputado Ricardo Vale classificou a manifestação como legítima e ressaltou que a aprovação da PEC causará enormes prejuízos para os trabalhadores e para as classes menos favorecidas.
Vale lamentou a forma como a polícia militar encarou os manifestantes. Para ele, a PM agiu de forma "violenta e truculenta". O deputado ponderou que existem alguns manifestantes mais exaltados e radicais, mas observou que a grande maioria é formada por pessoas ordeiras que lutam por um País melhor.
Vandalismo – O deputado Raimundo Ribeiro (PPS) discordou do posicionamento de Vale. Para ele, a manifestação se transformou em "atos de vandalismo e depredação". Ribeiro afirmou que a PM agiu corretamente, mas cometeu um erro ao mudar a tipificação dos manifestantes presos a pedido do governador Rodrigo Rollemberg.
Raimundo Ribeiro também criticou o que chamou de "intromissão indevida" do governador nas articulações para a eleição da nova Mesa Diretora da Câmara.
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