Dilma a Cristovam: lamento não ter percebido que Temer era golpista

"Michel Temer foi escolhido para ser meu vice porque supúnhamos que ele era integrante do PMDB democrático, progressista e transformador. Mas isso começou a mudar entre o fim do primeiro mandato e o início do segundo. Eu lamento muito por ter construído essa hipótese de que o vice representava o centro democrático que até então havia dado governabilidade ao país", disse a presidente Dilma Rousseff na noite de ontem, quando foi questionada por Cristovam Buarque (PPS-DF)

"Michel Temer foi escolhido para ser meu vice porque supúnhamos que ele era integrante do PMDB democrático, progressista e transformador. Mas isso começou a mudar entre o fim do primeiro mandato e o início do segundo. Eu lamento muito por ter construído essa hipótese de que o vice representava o centro democrático que até então havia dado governabilidade ao país", disse a presidente Dilma Rousseff na noite de ontem, quando foi questionada por Cristovam Buarque (PPS-DF)
"Michel Temer foi escolhido para ser meu vice porque supúnhamos que ele era integrante do PMDB democrático, progressista e transformador. Mas isso começou a mudar entre o fim do primeiro mandato e o início do segundo. Eu lamento muito por ter construído essa hipótese de que o vice representava o centro democrático que até então havia dado governabilidade ao país", disse a presidente Dilma Rousseff na noite de ontem, quando foi questionada por Cristovam Buarque (PPS-DF) (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Ricardo Westin, da Agência Senado

A presidente afastada Dilma Rousseff demonstrou arrependimento por ter escolhido Michel Temer, o atual presidente interino, como seu vice nas campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Questionada pelo senador Cristovam Buarque (PPS-DF) sobre quais qualidades havia enxergado em Temer para se associar a ele, Dilma respondeu que lamentava não ter se dado conta de que o vice poderia se tornar “golpista e conspirador”.

— Michel Temer foi escolhido para ser meu vice porque supúnhamos que ele era integrante do PMDB democrático, progressista e transformador. Mas isso começou a mudar entre o fim do primeiro mandato e o início do segundo. Eu lamento muito por ter construído essa hipótese de que o vice representava o centro democrático que até então havia dado governabilidade ao país — disse ela.

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Dilma, no entanto, afirmou que Temer não passou de um “coadjuvante” da “conspiração” que levou ao processo de impeachment. Na visão dela, o “líder” foi o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em dezembro, quando era presidente da Câmara, Cunha aceitou o pedido de impeachment que agora está em julgamento no Senado.

— O surgimento e a hegemonia de Eduardo Cunha foram algo muito grave — continuou a presidente afastada. — Eu respeito muito a tradição de luta do PMDB pela democracia, mas infelizmente esse processo não teve continuidade nos tempos recentes. Este impeachment é fruto dessa mudança de comportamento.

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