DF busca amenizar crise financeira na Saúde

A Secretaria de Saúde planeja usar, neste ano, apenas R$ 60 milhões dos R$ 94 milhões previstos na LOA de 2015 para investimentos; algumas construções fora do eixo de prioridades, como os centros de atendimento psicossocial, serão postergadas; segundo o diretor-executivo do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, o orçamento da secretaria está deficitário em pelo menos R$ 3 bilhões; até o fim do ano, será preciso aprovar pelo menos R$ 1 bilhão em suplementação orçamentária (segundo novo cálculo da secretaria)

A Secretaria de Saúde planeja usar, neste ano, apenas R$ 60 milhões dos R$ 94 milhões previstos na LOA de 2015 para investimentos; algumas construções fora do eixo de prioridades, como os centros de atendimento psicossocial, serão postergadas; segundo o diretor-executivo do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, o orçamento da secretaria está deficitário em pelo menos R$ 3 bilhões; até o fim do ano, será preciso aprovar pelo menos R$ 1 bilhão em suplementação orçamentária (segundo novo cálculo da secretaria)
A Secretaria de Saúde planeja usar, neste ano, apenas R$ 60 milhões dos R$ 94 milhões previstos na LOA de 2015 para investimentos; algumas construções fora do eixo de prioridades, como os centros de atendimento psicossocial, serão postergadas; segundo o diretor-executivo do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, o orçamento da secretaria está deficitário em pelo menos R$ 3 bilhões; até o fim do ano, será preciso aprovar pelo menos R$ 1 bilhão em suplementação orçamentária (segundo novo cálculo da secretaria) (Foto: Leonardo Lucena)


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Paula Oliveira, da Agência Brasília - A Secretaria de Saúde planeja usar, neste ano, apenas R$ 60 milhões dos R$ 94 milhões previstos na Lei Orçamentária Anual de 2015 para investimentos. Algumas construções fora do eixo de prioridades e que precisariam de tempo de elaboração de projetos para se concretizarem — como os centros de atendimento psicossocial — serão postergadas. A manobra é uma das medidas tomadas pela pasta para ajustar o orçamento à realidade de necessidade de gastos. Os problemas mais graves do planejamento econômico da capital do País para o setor neste ano estão basicamente no que diz respeito ao custeio — como compra de medicamentos e de materiais médicos, contratação de serviços e manutenção de equipamentos.

Segundo o diretor-executivo do Fundo de Saúde do DF, Ricardo Cardoso, o orçamento da secretaria está deficitário em pelo menos R$ 3 bilhões — deveria ser de R$ 9 bilhões, mas é de R$ 5,9 bilhões. Desde o início do ano, além de cortes no investimento, outras medidas vêm sendo adotadas para fechar o ano sem dívidas e garantir prestação de serviço de qualidade à população de Brasília. Até o fim do ano, será preciso aprovar pelo menos R$ 1 bilhão em suplementação orçamentária (segundo novo cálculo da secretaria). O governo se comprometeu em estudar e remanejar R$ 450 milhões do orçamento geral até agosto de 2015 — já recebeu R$ 240 milhões. Além disso, foram feitos cortes em contratos e em cargos comissionados de servidores não efetivos.

Flexibilização de recursos
Para aumentar o faturamento com o Ministério da Saúde, por meio do registro de procedimentos realizados a fim de receber parte do valor, está sendo feita uma força-tarefa de capacitação. O repasse desses recursos subiram de R$ 27 milhões em dezembro de 2014 para R$ 33,5 milhões em março de 2015. A secretaria também está em negociação com o órgão federal para que seja flexibilizada a aplicação de valores depositados em blocos no fundo do DF.

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No modelo atual, caso sobre dinheiro para determinada área, ele não pode ser usado em outra em que esteja faltando. Do montante destinado à atenção básica (R$ 43,4 milhões), por exemplo, ainda não foram empenhados R$ 23 milhões. Já nos hospitais comprometeram-se R$ 54 milhões a mais que o valor recebido (R$ 194,8 milhões). "Se houver a possibilidade de transferir o fundo de uma área para outra, podemos minimizar os problemas causados pelo orçamento insuficiente", afirma Cardoso.

Essa também seria a solução para quitar parte da dívida de R$ 377 milhões com fornecedores, referente a 2014. Se o ministério permitir a flexibilização, a secretaria poderá usar R$ 120 milhões que sobraram no fundo no ano passado para pagar às empresas prestadoras de serviços. A expectativa é que Brasília receba R$ 600 milhões do Fundo de Saúde neste ano. Desse total, já foram repassados R$ 326.800.712,31. Enquanto o dinheiro não é usado, o governo tem a obrigação de aplicá-lo.

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A Saúde ainda conta com o reforço do Fundo Constitucional do DF, verba do governo federal destinada ao pagamento de parte da folha de pessoal.

Planejamento financeiro
A Câmara Legislativa aprovou em dezembro de 2014 o orçamento de R$ 5.981.800.000 para a Saúde. A secretaria havia indicado ao Executivo local que precisava de R$ 9.767.177.683 para as despesas do setor em 2015. Porém, à época, o governo enviou à casa legislativa pedido de R$ 6.010.292.353 no projeto de Lei Orçamentária Anual. Para exemplificar: o montante programado para concessão de benefícios aos servidores para este ano é de R$ 2 milhões, mas, em 2014, foram gastos R$ 161 milhões. "Foi irresponsabilidade dos dois lados; se tivessem analisado o histórico de execução [do dinheiro que realmente foi usado], os deputados não teriam aprovado um planejamento tão fora da realidade", avalia Cardoso. As discussões para a elaboração do orçamento do próximo ano, segundo o diretor, caminham para deixar o planejamento financeiro mais perto da realidade.

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