Derrota de Frejat enfraquece grupo de Arruda e Roriz

Com a vitória de Rodrigo Rollemberg (PSB) na disputa pelo governo do Distrito Federal, caiu por terra a última esperança do grupo político de Jofran Frejat (PR), liderado pelos ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB), junto a outros nomes como Gim Argello (PTB) e Luiz Estevão (PRTB); Liliane Roriz (PRTB), Alberto Fraga (DEM), Laerte Bessa (PR), Juarezão (PRTB) e Alírio Neto (PEN) ainda dão sustentação

Com a vitória de Rodrigo Rollemberg (PSB) na disputa pelo governo do Distrito Federal, caiu por terra a última esperança do grupo político de Jofran Frejat (PR), liderado pelos ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB), junto a outros nomes como Gim Argello (PTB) e Luiz Estevão (PRTB); Liliane Roriz (PRTB), Alberto Fraga (DEM), Laerte Bessa (PR), Juarezão (PRTB) e Alírio Neto (PEN) ainda dão sustentação
Com a vitória de Rodrigo Rollemberg (PSB) na disputa pelo governo do Distrito Federal, caiu por terra a última esperança do grupo político de Jofran Frejat (PR), liderado pelos ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB), junto a outros nomes como Gim Argello (PTB) e Luiz Estevão (PRTB); Liliane Roriz (PRTB), Alberto Fraga (DEM), Laerte Bessa (PR), Juarezão (PRTB) e Alírio Neto (PEN) ainda dão sustentação (Foto: Leonardo Araújo)


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Brasília 247 - Com a vitória de Rodrigo Rollemberg (PSB) na disputa pelo governo do Distrito Federal, caiu por terra a última esperança do grupo político de Jofran Frejat (PR), liderado pelos ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB), junto a outros nomes como Gim Argello (PTB) e Luiz Estevão (PRTB).

Frejat obteve 649.857 votos, o que equivale a 44,44% do eleitorado do DF no segundo turno, enquanto Rollemberg, eleito, conquistou a confiança de 812.036 eleitores, 55,56% do total.

Arruda terminou como o ficha suja mais conhecido no país, dada sua posição de extremo antagonismo à Lei da Ficha Limpa, estratégia que não lhe rendeu bons dividendos políticos.

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Dos nomes ligados à família Roriz, apenas Liliane Roriz (PRTB) foi bem sucedida ao se reeleger como distrital na Câmara Legislativa do DF; Jaqueline Roriz (PMN), considerada ficha suja pela Justiça Eleitoral, desistiu da candidatura à Câmara dos Deputados e tentou emplacar o filho na disputa, Joaquim Roriz Neto, mas não deu certo. O distrital Paulo Roriz (PP), sobrinho de Joaquim Roriz, também não obteve a reeleição. Por fim, Dona Weslian(PRTB), que concorreu como primeira suplente na chapa de Gim Argello na disputa pela vaga do DF no Senado, não foi bem sucedida. Argello ficou em terceiro lugar, não se reelegeu e perdeu o posto para Reguffe (PDT).

O ex-senador Luiz Estevão terminou preso no dia 27 de setembro em Brasília, pouco antes do primeiro turno das eleições. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Estevão deverá cumprir pena de três anos e seis meses de prisão devido à condenação por uso de documento falso para tentar liberar bens bloqueados. Caberá a Justiça Federal, que definiu a pena, determinar a prisão em regime aberto, por ser inferior a quatro anos.

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Mas o grupo ainda tem pontos de apoio, nos quais deverá se escorar. Além de Liliane Roriz, o presidente regional do DEM, Alberto Fraga, foi o deputado federal mais votado no DF, com 155.056 votos. Laerte Bessa (PR) conseguiu a última vaga na Câmara dos Deputados com 32.843. Presidente regional do PRTB, Luiz Estevão terá o servidor da saúde Juarezão (PRTB) como aliado na Câmara Legislativa. Morador de Brazlândia, Juarezão foi convidado pelo empresário para entrar no partido. O deputado distrital Alírio Neto, presidente do Partido Ecológico Nacional (PEN) e com forte influência sobre o PHS, ficou como suplente de deputado federal. Embora tenha comandado a Secretaria de Justiça, no governo de Agnelo Queiroz (PT), ele manifestou apoio à candidatura de Jofran Frejat, no segundo turno do processo eleitoral.

Trajetória nestas eleições
Frejat deixou de ser vice para assumir o lugar de Arruda no dia 13 de setembro, quando o ex-governador desistiu de concorrer ao Palácio do Buriti após ter a impugnação de sua candidatura mantida em diversos recursos a órgãos diferentes. Ao lado de sua nov vice e esposa de Arruda, Flávia Arruda, o ex-secretário de saúde teve pouco tempo para se posicionar na disputa e se tornar mais popular. 

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A coligação União e Força viu os resultados nas pesquisas despencarem de uma hora para outra. Até o dia 13, com Arruda ainda candidato, as intenções de voto chegavam a marcar os 38%, dando a liderança absoluta ao PR. Na semana seguinte, já com Frejat à frente, os percentuais estavam na casa dos 21%. Mesmo assim, Frejat cresceu e conseguiu 27,96% dos votos no primeiro turno contra os 45,23% de Rollemberg, conseguindo levar a disputa para a segunda fase.

Ainda atrás nas pesquisas de intenção de votos, a última tática para conquistar o eleitorado foi a proposta de tarifa de R$ 1, a "Tarifa Frejat", para o transporte público. A 10 dias da votação do segundo turno, a proposta provocou burburinho, levou a imprensa e especialistas a discutir sua viabilidade e forçou Rollemberg a dar mais destaque ainda a sua ideia do bilhete único, contida no programa de governo do PSB.

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A desconstrução da imagem de Rollemberg também foi posta em prática, com a insistente associação proposta pelo PR entre o senador e o atual governador Agnelo Queiroz (PT), derrotado nas urnas no primeiro turno e dono da maior taxa de rejeição entre os candidatos ao longo de todo período eleitoral. Relembrando situações passadas em que Rollemberg esteve próximo a Agnelo e ao PT, Frejat o classificava como continuidade do governador petista.

Todos os esforços levaram Frejat a passar dos 44% de votos, o que pode ser considerado um resultado expressivo diante das circunstâncias da corrida eleitoral e, se ainda por cima, for observado o fato de que o médico entrou na chapa de Arruda como vice após a desistência de outros nomes, como Eliana Pedrosa (PPS), por exemplo. Frejat não foi a primeira opção e, quando se candidatou a vice, chegou a declarar que já não pensava mais em cargos eletivos até receber aquele convite.

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