Deputados de PT e PDT divergem sobre alianças para o 2º turno
Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputados distritais do PT e do PDT divergem sobre alianças partidárias para o segundo turno e posicionamentos pessoais de parlamentares; Celina Leão (PDT) saiu em defesa do correligionário Cristovam Buarque, que foi criticado pelo distrital Chico Vigilante em carta pública, na qual questiona a decisão do senador de apoiar Aécio Neves para presidente; na semana passada, Cristovam declarou apoio ao presidencipave tucano, apesar de ter sido ministro da Educação no governo Lula e de o diretório nacional do PDT manter aliança com o PT
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Brasília 247 - Os rumos do segundo turno nas eleições presidenciais e o desabrochar das alianças entre partidos e políticos desencadeou debates acaloradas na Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (14). A deputada Celina Leão (PDT), reeleita com 12,6 mil votos (18ª maior votação), levantou a discussão ao ler um documento em defesa do senador Cristovam Buarque (PDT), criticado pelo distrital Chico Vigilante (PT), também reeleito, com 17 mil votos (10ª maior votação), que questionou o apoio do pedetista à candidatura de Aécio Neves (PSDB).
Celina afirma que Vigilante "acha que os eleitos têm uma obrigação de fidelidade eterna com seu partido" e defende que "Cristovam tem todo direito de apontar novos rumos sem perder sua coerência, porque o apoio declarado a Aécio significa uma resposta qualitativa ao povo brasileiro, que não aguenta mais o mesmo tipo de política, com políticos rasteiros que elevam seus partidos mais alto do que seus ideais".
Em seu pronunciamento, Vigilante disse que vai esperar uma resposta do próprio senador, mas aproveitou para apontar avanços conquistados no Brasil nos últimos 12 anos, entre eles a contratação de 70 mil servidores públicos por meio de concurso, o investimento nas escolas técnicas e no ensino superior e o incentivo à agricultura familiar por meio do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
"Agora professor, com a sua decisão de apoiar Aécio Neves – que é o mesmo que apoiar Fernando Henrique e sua política neoliberal – nós que sofremos tanto no governo FHC, estamos perplexos e decepcionados", disse Vigilante na carta pública dirigida a Cristovam. Ele diz ainda que a decisão do senador de declarar apoio ao tucano "muda o patamar de sua trajetória". "Isso significa que, desta vez, o senhor realmente optou pela direita. Não pertence mais ao nosso grupo de ideais, não defende mais um país melhor. Sua defesa agora é a do capital, e a das elites deste país, a da grande mídia comercial familiar, que tanto te massacrou, quando nós te defendíamos. O senhor agora é, claramente, um deles", afirmou.
A deputada Arlete Sampaio (PT) também comentou o pronunciamento de Celina e defendeu dos governos de Lula e da presidente Dilma Rousseff, ambos do PT. Sampaio, que foi vice-governadora de Cristovam Buarque, afirmou que o PT também ajudou a construir a imagem do senador, hoje filiado ao PDT, e que é importante que os filiados apoiem a decisão de seus partidos, referindo-se ao fato de que PDT está coligado com o PT.
Na semana passada, apesar da orientação do diretório nacional do PDT em favor do apoio ao PT e à candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o deputado federal Reguffe, eleito senador com 57,6% dos votos válidos, o equivalente a 826,5 mil eleitores, o senador Pedro Taques, eleito governador do Mato Grosso no primeiro turno com 57,25% dos votos válidos, equivalente a 833,7 mil eleitores, e o senador e ex-ministro da Educação do governo Lula, Cristovam Buarque, fecharam apoio à candidatura do tucano Aécio Neves. Juntos, Reguffe e Taques tiveram mais de 1,6 milhão de votos nestas eleições.
Contemporizando, o distrital Joe Valle (PDT) enfatizou a importância de se discutir os programas dos candidatos. "Precisamos elevar o nível do debate nesta Casa", disse o deputado, que declarou seu voto em Dilma.
Com CLDF
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