Deputados da base prometem votar contra projetos de Temer

Em ato no Salão Verde da Câmara para denunciar o "golpe contra a democracia", um grupo formado por parlamentares do PT, PCdoB e PDT, com apoio do PSOL e de setores da Rede Sustentabilidade e de outros partidos, prometeram votar contra projetos que venham ser encaminhados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, caso ele assuma a Presidência interinamente; "O que propõe para o País é uma agenda neoliberal, conservadora, para a retirada de direitos, mas a Bancada do PT estará na frente da luta para impedir esses retrocessos", disse o líder do PT Afonso Florence

Em ato no Salão Verde da Câmara para denunciar o "golpe contra a democracia", um grupo formado por parlamentares do PT, PCdoB e PDT, com apoio do PSOL e de setores da Rede Sustentabilidade e de outros partidos, prometeram votar contra projetos que venham ser encaminhados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, caso ele assuma a Presidência interinamente; "O que propõe para o País é uma agenda neoliberal, conservadora, para a retirada de direitos, mas a Bancada do PT estará na frente da luta para impedir esses retrocessos", disse o líder do PT Afonso Florence
Em ato no Salão Verde da Câmara para denunciar o "golpe contra a democracia", um grupo formado por parlamentares do PT, PCdoB e PDT, com apoio do PSOL e de setores da Rede Sustentabilidade e de outros partidos, prometeram votar contra projetos que venham ser encaminhados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, caso ele assuma a Presidência interinamente; "O que propõe para o País é uma agenda neoliberal, conservadora, para a retirada de direitos, mas a Bancada do PT estará na frente da luta para impedir esses retrocessos", disse o líder do PT Afonso Florence (Foto: Gisele Federicce)


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247 - Diante do possível afastamento da presidente Dilma Rousseff, que será definido até a quinta-feira (12) no Senado, um grupo de deputados contrários ao impeachment realizou na tarde desta quarta-feira um ato no Salão Verde da Câmara dos Deputados para denunciar o "golpe contra a democracia".

Eles também prometeram votar contra projetos que venham ser encaminhados pelo vice-presidente da República, Michel Temer, caso ele assuma a Presidência interinamente.

O líder da Bancada do PT, Afonso Florence (BA), afirmou que o que está ocorrendo não passa de um golpe contra os interesses do povo brasileiro. Segundo ele, o conspirador e traidor Michel Temer, aliado a outros golpistas como o deputado afastado do mandato Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) , representa um retrocesso no campo dos direitos sociais, econômicos e trabalhistas do povo brasileiro. "O que propõe para o País é uma agenda neoliberal, conservadora, para a retirada de direitos, mas a Bancada do PT estará na frente da luta para impedir esses retrocessos", disse. Ele reafirmou que não foi cometido nenhum crime de responsabilidade pela presidenta Dilma Rousseff e, portanto, "tudo não passa de uma grande farsa que é chamada de impeachment e na verdade é golpe". A Bancada não vai reconhecer o governo Temer, por ser totalmente ilegítimo.

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Para a deputada Maria do Rosário (PT-RS) a única possibilidade para um país democrático reconhecer um presidente é através do voto popular, que nasça das urnas. “E isso Michel Temer nunca terá. É por isso que eles são golpistas, porque não aceitam esperar o momento das urnas. Não tem história, não tem voto para se colocarem diante do povo brasileiro buscando aprovação. A resistência continua e se tornará ainda mais forte para defender direitos dos trabalhadores, das mulheres, das populações mais humildes do Brasil”, disse.

Também a deputada Moema Gramacho (PT-BA) reafirmou que Michel Temer jamais será presidente. “Temer e todos os golpistas, que não gostam de ser chamados desta forma, levarão esta pecha para o resto de suas vidas, para a História. Estamos comunicando à sociedade brasileira que seremos a resistência, porque ele (Temer) não terá legitimidade para governar, pois não teve voto e é um golpista. E a presidenta Dilma, que teve 54 milhões de votos e não cometeu nenhum crime, está sendo julgado por um bando de corruptos encabeçado pelo corrupto mor, Eduardo Cunha (presidente da Câmara afastado). Vamos resistir e mostrar para a população que o golpe, patrocinado pela Fiesp e a Rede Globo, visa apenas subtrair direitos dos trabalhadores conquistados com muita luta”.

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De acordo com o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) não haverá nenhuma legitimidade num eventual governo Temer. “A ideia é deixar claro para a sociedade brasileira que não existe nenhuma hipótese de que possamos vir a considerar legítimo o governo de Michel Temer. O Governo Temer é fruto de um golpe parlamentar e de uma aliança com os derrotados na eleição de 2014, que envolve um grupo criminoso tendo como responsável principal o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Para salvar seu mandato, Cunha vendeu o mandato da presidenta Dilma, num ato de vingança. Portanto, este é um processo ilegal, que afronta a Constituição e não vamos legitimar um governo fruto de golpe”, ressaltou.

Já o deputado Marcon (PT-RS) defendeu a continuidade da resistência e alertou para o risco de enfrentamento caso um eventual governo Temer retire direitos dos trabalhadores. “Se o Temer tentar acabar com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), como já foi alardeado, é porque ele quer ir para o enfrentamento com os movimentos sociais do campo. O MDA surgiu depois de muita luta. Não surgiu porque o FHC, na época, era bonzinho com a agricultura familiar, com os quilombolas, com os índios e os sem terra. Foi depois de muito enfrentamento. Então, se o Temer retirar esta estrutura e não tiver políticas para este povo, haverá muito enfrentamento no nosso país, luta mesmo radicalizada para defender o direito dos nossos agricultores”.

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O grupo formado por parlamentares do PT, PCdoB, PDT recebeu apoio do PSOL e de setores da Rede Sustentabilidade e de outros partidos. Segundo o vice-líder do governo Dilma, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), os deputados não veem um eventual governo Temer como legítimo.

 

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