Defesa de Dirceu justifica negócios com empreiteiras
Empresa do ex-ministro, que teve os sigilos fiscal e bancário quebrados, a JD Assessoria e Consultoria apresentou petição junto à 13ª Vara Federal, em Curitiba, "para demonstrar, com base em documentos, que sua atividade não tem qualquer relação com os contratos investigados na Operação Lava Jato", justificou em nota; de acordo com a consultoria, as contratos com as construtoras Galvão Engenharia, OAS e UTC "foram cumpridos integralmente com o objetivo de assessorá-las em negócios fora do Brasil"; a empresa de José Dirceu encaminhou ao juiz Sérgio Moro cópia dos contratos e das notas fiscais emitidas
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 – A empresa do ex-ministro José Dirceu, JD Assessoria e Consultoria, apresentou petição junto à 13ª Vara Federal, em Curitiba, contratos obtidos junto às empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato e notas fiscais emitidas nos negócios.
O objetivo é demonstrar, conforme nota divulgada no blog de Dirceu, "com base em documentos, que sua atividade não tem qualquer relação com os contratos investigados na Operação Lava Jato".
De acordo com a consultoria, as contratos com as construtoras Galvão Engenharia, OAS e UTC "foram cumpridos integralmente com o objetivo de assessorá-las em negócios fora do Brasil". Leia abaixo a íntegra do comunicado:
NOTA À IMPRENSA: Dirceu explica à Justiça contratos com empresas
Após a quebra dos sigilos fiscal e bancário da empresa e seus sócios, a JD – Assessoria e Consultoria apresentou nesta 6ª feira (30) petição junto à 13ª Vara Federal, em Curitiba, para demonstrar, com base em documentos, que sua atividade não tem qualquer relação com os contratos investigados na Operação Lava Jato.
Os contratos com as construtoras Galvão Engenharia, OAS e UTC, questionados pela Justiça do Paraná, foram cumpridos integralmente com o objetivo de assessorá-las em negócios fora do Brasil. A JD encaminhou ao juiz Sérgio Moro cópia dos contratos e das notas fiscais emitidas.
A JD trabalha desde 2006 assessorando, empresas brasileiras e estrangeiras na construção de estratégias para atuação, em sua maioria em mercados externos, como América Latina, Europa e Estados Unidos. Para demonstrar à Justiça a forte atuação no exterior, a defesa juntou à petição a comprovação, a partir de cópias de passaportes, de que o ex-ministro José Dirceu fez, em nove anos, cerca de 120 viagens de trabalho ao exterior, percorrendo 28 países.
Desde 2006, a JD atendeu diversas empresas de vários setores da economia, como indústria, comércio exterior, telecomunicações, logística e construção civil. Os contratos da JD com Galvão Engenharia, OAS e UTC somam 16% do faturamento da JD em nove anos. Só a indústria, por exemplo, representa o dobro (32%).
A JD também encaminhou à Justiça do Paraná a comprovação de toda sua prestação de contas à Receita Federal, com detalhamento de receitas, recolhimento de impostos, custos com folha de pagamento e despesas operacionais.
Ciente da lisura da atuação da JD, a defesa também pede ao juiz Sérgio Moro o respeito ao sigilo dos dados da empresa e a confidencialidade das informações de seus demais clientes que não têm qualquer relação com a Operação Lava Jato. Como é praxe na prestação de consultoria, todos os contratos da JD são regidos por cláusulas de confidencialidade.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247