Debate na Globo: Agnelo se defende de críticas; Frejat ataca PT e PSB

No debate promovido nessa terça-feira (30) pela Tv Globo os candidatos ao governo do Distrito Federal concentraram ataques à gestão do atual governador Agnelo Queiroz (PT), que se defendeu e devolveu críticas, enquanto o líder nas pesquisas Rodrigo Rollemberg (PSB) e o substituto de José Roberto Arruda (PR), Jofran Frejat (PR) trocavam farpas

No debate promovido nessa terça-feira (30) pela Tv Globo os candidatos ao governo do Distrito Federal concentraram ataques à gestão do atual governador Agnelo Queiroz (PT), que se defendeu e devolveu críticas, enquanto o líder nas pesquisas Rodrigo Rollemberg (PSB) e o substituto de José Roberto Arruda (PR), Jofran Frejat (PR) trocavam farpas
No debate promovido nessa terça-feira (30) pela Tv Globo os candidatos ao governo do Distrito Federal concentraram ataques à gestão do atual governador Agnelo Queiroz (PT), que se defendeu e devolveu críticas, enquanto o líder nas pesquisas Rodrigo Rollemberg (PSB) e o substituto de José Roberto Arruda (PR), Jofran Frejat (PR) trocavam farpas (Foto: Leonardo Araújo)


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Brasília 247 - No debate promovido nessa terça-feira (30) pela Tv Globo para a disputa pelo governo do Distrito Federal, os principais candidatos mantiveram a tônica de todo o período eleitoral, concentrando ataques à gestão do atual governador Agnelo Queiroz (PT), que se saiu bem apresentando argumentos e resultados, e devolvendo as caneladas que recebia. O líder nas pesquisas Rodrigo Rollemberg (PSB) e o substituto de José Roberto Arruda (PR), Jofran Frejat (PR) trocaram farpas, especialmente na área da saúde. O candidato do PR atacou nas duas direções, procurando associar PT e PSB como parceiros oportunistas.

Rollemberg, com 32% das intenções de voto segundo a pesquisa Ibope divulgada ontem, começou questionando Agnelo, que tem 19%, com relação à edução integral no DF, alegando que existem poucas crianças estudando nesse regime atualmente. Agnelo respondeu que há 332 escolas em educação integral em todo o DF, não apenas em Brazlândia, cidade que tem sido usada pelo governador em sua campanha como exemplo bem sucedido .

Por sua vez, Frejat, com 24%, acusou Agnelo de ter acabado com o programa Bolsa Universitária, que abria portas das universidades para alunos das escolas públicas. No entanto, o petista devolveu a alfinetada dizendo que foi Arruda quem acabou com a bolsa "por ter instaurado um programa fraudulento, sem sustentação, deixando pessoas sem pagamento".

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Luiz Pitiman (PSDB) e Toninho do Psol (PSOL), empatados com 3%, começaram o debate enfatizando a segurança pública, com foco no tráfico de drogas, iluminação de ruas e integração entre polícias. Jofran aproveitou o tema para falar do plano de carreira dos policiais e da isonomia entre a Polícia Civil e a Polcia Federal.

Toninho buscou sua zona de conforto ao perguntar a Pitiman sua opinião sobre o financiamento público de campanha. O candidato do PSOL trouxe para o debate as cifras das doações de campanha feitas por empresas privadas a cada um de seus adversários. Pitiman se disse favorável ao financiamento público, mas procurou tirar o foco desse tema evocando a importância de uma reforma política em geral.

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Rollemberg x Frejat na saúde
Rollemberg defendeu a saúde preventiva, a contratação de novos profissionais de saúde para levar o atendimento à casa das famílias e, com isso, evitar a proliferação de doenças e diminuir a demanda aos hospitais. O candidato socialista afirmou que Frejat não tem propostas novas para a saúde depois de o ex-secretário de saúde tê-lo acusado de "sempre se eleger com apoio do PT. "O que a gente observa é que vocês [Rollemberg e Agnelo] são farinha do mesmo saco", atacou Frejat. Agnelo, mais uma vez, devolveu o ataque. "Encontrei a saúde muito mal justamente por causa desse grupo político do Frejat".

Frejat e Rollemberg x Agnelo no transporte público
Agnelo voltou a enfatizar o trabalho realizado na organização do transporte público do DF, uma de seus principais argumentos de campanha. "Fui o único que teve coragem de mexer no transporte, de enfrentar os barões do transporte", disse o governador. Frejat, no entanto, questionou chamando de "truque" as mudanças promovidas pelo petista em sua gestão. "Você diminuiu o número de ônibus, as empresas foram beneficiadas e a população não", acusou Frejat, que aproveitou para lançar uma promessa de campanha. "Vamos fazer nova licitação para colocar mais ônibus para a população".

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Rollemberg voltou a questionar Agnelo quanto às obras do BRT, dizendo que, na prática, a população passou a ter mais dificuldade para se locomover. Agnelo convidou Rollemberg para "conhecer" a realidade dos usuários do transporte público, citando casos de eleitores satisfeitos. Rollemberg retrucou, afirmando que a obra do BRT não foi para beneficiar a população, e sim, para empreiteiras, e insistiu que as pessoas estariam enfrentando condições mais difíceis por causa das ações do governador. "Você infernizou a vida de muita gente, Agnelo", afirmou Rollemberg.

Gestão e empresas públicas
A Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) novamente foi bombardeada pelos candidatos de oposição. Frejat, tal qual Arruda já vinha prometendo, disse que acabará com a agência no primeiro dia de seu mandato e Pitiman chamou o órgão de "repressor".

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Rollemberg aproveitou para propor o fortalecimento das empresas publicas do DF, como a Ceb, Caesb, Terracap, Novacap e BRB, que, segundo ele, "precisam melhorar muito a gestão".

O número de cargos comissionados no GDF foi questionado e contraposto a uma suposta falta de professores na rede pública de ensino. Defendendo-se, Agnelo disse que reduziu quatro mil cargos comissionados em sua gestão e que fez concursos públicos. "Hoje, 60% dos cargos comissionados são de servidores públicos", disse o governador, afirmando também que o quadro de professores do DF nunca esteve tão completo.

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Pitiman e Frejat: possível parceria?
Ao longo do debate ficou claro o clima ameno entre Pitiman e Frejat, que não se criticaram e, em diversas vezes, trocaram argumentações de apoio. Arruda, que após ser impugnado deu lugar a Frejat, apoia a candidatura do tucano Aecio Neves para presidente da República, que por sua vez, tem em Pitiman, do PSDB, seu candidato no DF. No atual cenário em que Frajat e Agnelo disputam vaga no segundo turno, os 3% de intenções de voto mantidos por Pitiman podem valer muito nessa disputa.

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