Cunha tenta jogar sua cassação na estaca zero
Comissão de Constituição e Justiça, presidida por Arthur Lira (PP-AL), reúne-se hoje para votar recurso do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) contra a decisão do presidente do Conselho de Ética de não permitir vista no parecer de admissibilidade da representação que pede a cassação do presidente da Câmara; 'Em princípio, seria quase impossível vencer a posição de Cunha, mas nas vésperas do Natal, com quórum duvidoso, pode prevalecer a mobilização de sua “tropa”', alerta Fernando Brito, do Tijolaço
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Por Fernando Brito, o Tijolaço
Quando todo mundo achava que tinha terminado “até o ano que vem”, hoje à tarde tem mais uma do Eduardo Cunha.
A partir das 14;30 h, a Comissão de Constituição e Justiça , presidida pelo “cunhista” Arthur Lira (PP-AL), reúne-se para votar recurso do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) contra a decisão do presidente do Conselho de Ética de não permitir vista no parecer de admissibilidade da representação que pede a cassação do presidente da Câmara, recurso relatado pelo também “cunhista” Elmar Nascimento (DEM-BA).
Em princípio, seria quase impossível vencer a posição de Cunha, mas nas vésperas do Natal, com quórum duvidoso, pode prevalecer a mobilização de sua “tropa”.
Na prática, isso significa anular a aprovação do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT-RO) e a própria notificação de Cunha para que apresente defesa.
De novo e de novo, à estaca zero.
Até depois do Carnaval.
Obvio que Cunha sabe que, na Comissão de Ética ou no Supremo, terminará por ser afastado e condenado, no mínimo, à perda do mandato.
A menos que…
Sim, a menos que se reúnam as condições para votar o pedido de impeachment, sucessivamente, na Comissão Especial, no plenário e entregar o fato político quase consumado ao Senado.
Vinte ou trinta votos que sobrevivam na poderosa bancada cunhista, avariada pelos disparos de grosso calibre da PGR, que a aponta como “grupo criminoso” serão o fiel da balança.
Alguém acredita que, com toda a sua afetação, aecistas, serristas e alquimistas atirarão fora os votos que lhes podem ser decisivos?
E as instituições da República, enquanto isso, gozam de seu recesso de verão…
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