Cunha irrita servidores da Câmara com revista
Determinação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que todos os frequentadores da Casa – incluindo os servidores – passem por uma revista com detectores de metal irritou os profundamente os trabalhadores; durante a manhã, longas filas foram registradas para que os funcionários pudessem ter acesso ao seu local de trabalho; sindicato da categoria avalia ingressar com uma ação judicial para derrubar a determinação; decisão do peemedebista foi tomada após ele ter sido alvo de uma protesto com uma chuva de dólares falsos durante uma entrevista coletiva
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247 - A determinação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que todos os frequentadores da Casa – incluindo os servidores – passem por uma revista com detectores de metal antes de entrarem no local foi duramente criticada pelos trabalhadores. Decisão foi tomada após manifestantes jogarem dólares falsos contra Cunha durante uma entrevista coletiva.
Logo pela manhã, muitos servidores gritavam "Fora Cunha". Outros, em vídeos postados na internet, diziam "não ter dólares" e que "agora, todos estamos sob suspeita". Até a quinta-feira (6), trabalhadores da Câmara, jornalistas credenciados e parlamentares não passavam pelo detector de metais. A decisão de Cunha só não é válida para deputados e senadores.
Diante das filas e da revolta dos servidores com a medida, o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) disse, por meio de nota, que "não acredita que tal medida desastrosa vá produzir maior segurança, mas apenas humilhação e desconforto diário para mais de 15 mil servidores".
O Sindilegis avalia, ainda, ingressar com uma ação judicial para derrubar a determinação.
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