Cunha: Congresso deve reagir a protestos de ‘baixo nível’

"Cada vez que há uma pressão dessa, exercida de forma indevida, o Congresso tem de responder votando", disse o presidente da Câmara, sobre manifestações contra o projeto que regulamenta a terceirização, e que pode ser votado hoje

"Cada vez que há uma pressão dessa, exercida de forma indevida, o Congresso tem de responder votando", disse o presidente da Câmara, sobre manifestações contra o projeto que regulamenta a terceirização, e que pode ser votado hoje
"Cada vez que há uma pressão dessa, exercida de forma indevida, o Congresso tem de responder votando", disse o presidente da Câmara, sobre manifestações contra o projeto que regulamenta a terceirização, e que pode ser votado hoje (Foto: Gisele Federicce)


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Agência Câmara - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, reafirmou nesta terça-feira que não vai adiar a votação do projeto de lei que regulamenta a terceirização (PL 4330/04). Para ele, manifestações contrárias à proposta que gerem violência têm o efeito oposto e fazem com que os deputados queiram votar a proposta como resposta.

"Cada vez que há uma pressão dessa, exercida de forma indevida, o Congresso tem de responder votando. Protestos são legítimos, mas quando partem para agressão, depredação e o baixo nível que imperou hoje, o Congresso tem de reagir. De minha parte, só me estimula a votar mais", disse.

Mais cedo, houve enfrentamento entre manifestantes e a polícia que gerou atendimentos de urgência feitos pelo próprio departamento médico da Câmara.

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Quebra de decoro

Eduardo Cunha também disse que se deputados estiveram envolvidos na incitação de manifestantes que depredaram mais cedo o prédio da Câmara eles serão punidos.

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"Há imagens, e pedirei que a Corregedoria Parlamentar apure se houve quebra de decoro por parte de algum deputado, e, se houve, vão ser aplicadas as sanções cabíveis", disse.

11 anos de análise

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O governo pediu o adiamento da votação por cinco sessões, mas Cunha reafirmou sua posição de não retirar propostas de pauta por iniciativa própria.

"A proposta está há 11 anos sendo analisada, e eu avisei há 45 dias que seria votada a terceirização nesta semana. É tradição dessa Casa só tentar um acordo quando a proposta vai para a pauta, e por isso é melhor começarmos essa discussão", disse.

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Com a discussão ainda a ser feita e emendas a serem analisadas, Cunha ressaltou que a votação pode durar até mesmo duas semanas.

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