Cunha apoia redução de ministérios mas critica 'fato político'

Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerou ontem (24) positiva a intenção do governo de reduzir o número de ministérios de 39 para 29: “É um simbolismo que tem relevância”; porém, ele criticou a forma como o anuncio foi feito: “Acho que foi um anuncio atabalhoado, por que não tinham uma decisão tomada e queriam criar um fato político. Acho positivo querer criar um fato dessa natureza, mas eles não estavam prontos para anunciar”

Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) concede entrevista  Data: 20/08/2015 - Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) concede entrevista  Data: 20/08/2015 - Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados (Foto: Roberta Namour)


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Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerou ontem (24) positiva a intenção do governo, divulgada nesta segunda-feira, de reduzir o número de ministérios de 39 para 29 e realizar uma reforma administrativa para “dar uma sinalização de que está tendo algum sacrifício do governo. Isso só me estimula a tocar a proposta que reduz para 20 [o número de ministérios]”.

O corte de dez ministérios foi anunciado pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa. De acordo com Cunha, serão dez ministros a menos, além de dez carros oficiais, dez chefes de gabinetes e menos dez ministros para usar avião da FAB, ora outras economias. “É um simbolismo que tem relevância”, disse. Porém, ele criticou a forma como o anuncio foi feito. “Acho que foi um anuncio atabalhoado, por que não tinham uma decisão tomada e queriam criar um fato político. Acho positivo querer criar um fato dessa natureza, mas eles não estavam prontos para anunciar”.

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De acordo com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a presidenta [Dilma Rousseff] surpreendeu a todos com a notícia da reforma administrativa com cortes de ministérios e redução da máquina pública para torná-la menos onerosa: “Mais que impacto financeiro, é o impacto político das medidas. É ação enérgica em todas as direções. É uma reforma republicana, que vai atender ao país e uma demanda do parlamento. O governo vai cortar na sua própria carne. Ele não está para brincadeira”.

Guimarães informou que a reforma administrativa anunciada pelo governo, a ser implantada até o final de setembro, será centrada em três princípios: racionalidade administrativa, integração das ações dos ministérios e diminuição do custo da máquina. “É uma sinalização do desejo do governo de dialogar com o país”, afirmou. O líder recordou que tem ouvido que é preciso mais diálogo, que o governo precisa fazer sua parte, diminuir os custos. “Demos um passo gigante hoje para abrir o dialogo com a sociedade”, afirmou.

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Em relação às noticia de que o vice-presidente Michel Temer deixou o cargo de coordenador político do governo, Guimarães disse que ele está em perfeita sintonia com a presidenta Dilma Rousseff e vai continuar cuidando da grande política. O que é mais especifico de uma ou de outra casa legislativa, são os líderes que cuidam, disse o líder. Segundo ele, o vice vai continuar ajudando nas questões políticas reais do governo, ao lado da presidenta, e não as do dia a dia.

O presidente da Câmara, que em julho declarou rompimento com o governo, considerou positiva a decisão de Temer: “Acho que a atitude dele foi correta. O PMDB deve sair do governo e ficar, no mínimo, numa posição de independência”.

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