Cristovam confirma pré-candidatura ao Planalto

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anunciou que disputará com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes a indicação do partido para a eleição presidencial de 2018; parlamentar disse estar em ritmo de pré-campanha pelo País; questionado como vencerá um possível embate com Ciro, o congressista disse que o ex-ministro é quem deveria responder como, "com o espírito aguerrido dele, vai enfrentar um diplomático"; para o pedetista, a presidente Dilma não aposta no diálogo para governar; "O PT só quer ouvir quem é da patota", lamentou

Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa ordinária. Em discurso, senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa ordinária. Em discurso, senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anunciou que disputará com o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes a indicação do partido para a eleição presidencial de 2018. De acordo com o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, a sigla terá dois ou três nomes no páreo da corrida presidencial. O parlamentar disse estar em ritmo de pré-campanha pelo País e "pronto para disputar por uma razão muito simples: nenhum político tem o direito, neste momento, de dizer que fica de fora".

"O País vive uma crise circunstancial, conjuntural, momentânea, que é a inflação, o déficit fiscal, a desarrumação que o país vive, que é a recessão; e temos uma outra, que é a arrumar a casa do Brasil e construir um Brasil diferente", disse ele. "Em vez de apenas ter transferências de renda da Bolsa Família, ter programas de emancipação dos pobres; trabalhar projetos que façam com que, enquanto uma família precisar de bolsa, vai ter, mas só vamos comemorar quando nenhuma precisar".

Questionado sobre como vai convencer seus correligionários de que o seu nome é o melhor do partido para disputar o Palácio do Planalto, em invés de Ciro Gomes, o congressista disse que o ex-ministro é quem deveria responder como, "com o espírito aguerrido dele, vai enfrentar um diplomático". "Eu não vou mudar meu estilo. Não consigo, aliás, mudar meu estilo. E não vejo por que mudar. Eu vou continuar nesse estilo de composição, de compromisso, de diálogo. E falando manso, como dizem", afirmou Cristovam.

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O parlamentar também criticou a sua própria legenda. "Como dizia Pedro Taques [ex-senador pelo PDT e atual governador do Mato Grosso pelo PSDB]: "Viramos um puxadinho do PT". Estamos justificando este governo, corrupção. Então, nós perdemos a possibilidade de sermos, hoje, uma alternativa forte. Mas, graças a esse vazio que está aí, acho que o PDT pode ser alternativa séria", acrescentou. A entrevista foi concedida ao site Congresso em Foco.

Ex-governador do Distrito Federal pelo PT entre 1995 e 1999, quando criou o Bolsa-Escola, Cristovam afirmou que a presidenta Dilma Rousseff repete o mesmo erro do ex-presidente Fernando Collor, cassado em 1992, ao não apostar no diálogo para governar. "O PT só quer ouvir quem é da patota", lamentou.

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'PT vai voltar melhor'

Apesar de criticar o Partido dos Trabalhadores, Cristovam afirmou não acreditar que a legenda vai desaparecer. "O PT tem uma história, uma militância. Vai entrar, ao meu ver, em um período de diminuição de influência, mas vai voltar. E vai voltar melhor", complementou. Segundo o congressista, a sigla "pode voltar a sonhar".

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"Não acredito que esse vício do poder pelo poder, essa voracidade por poder e dinheiro – e a gente vê o que muitos têm – continuará [com o PT eventualmente] na oposição. Eu creio que, em vez de já pensar em como voltar para ser igual, eles vão pensar em como ser diferentes", disse.

Definindo-se como um político "de esquerda" por não estar satisfeito com o "estado de coisas" do País, o pedetista tem a federalização da educação e o trabalhismo como suas principais bandeiras na corrida presidencial. Segundo Cristovam, não se esgotou a esquerda, mas sim "um tipo de esquerda".

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"Mas vamos ver o que quer dizer “esquerda”. Para mim, esquerda quer dizer aquele conjunto de pessoas que, primeiro, não estão satisfeitas com o estado de coisas. Segundo, que acham que essas coisas não mudarão sozinhas. Isso para mim é esquerda. Porque você pega um conservador que pode ser até progressista, mas ele acha que o mercado resolve", complementou.

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