Crise pode afetar Serviço de Limpeza Urbana no DF

A diretora-presidente do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal  (SLU), Kátia Campos, afirmou que o governo não tem dinheiro previsto no orçamento para arcar com os gastos de limpeza até o fim do ano; com uma despesa média de R$ 36 milhões por mês, a coleta de lixo e a varrição das ruas nos meses de novembro e dezembro terão de ser pagos com dinheiro de outros setores, totalizando R$ 72 milhões

Brasília - Garis recolhem o lixo deixado por vendedores ambulantes e pela população na Esplanada dos Ministérios, após a festa dos 50 anos da capital
Brasília - Garis recolhem o lixo deixado por vendedores ambulantes e pela população na Esplanada dos Ministérios, após a festa dos 50 anos da capital (Foto: Leonardo Lucena)


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Brasília 247 - A diretora-presidente do Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal  (SLU), Kátia Campos, afirmou, nesta segunda-feira (1º), que o governo não tem dinheiro previsto no orçamento para arcar com os gastos de limpeza até o fim do ano. Com uma despesa média de R$ 36 milhões por mês, a coleta de lixo e a varrição das ruas nos meses de novembro e dezembro terão de ser pagos com dinheiro de outros setores, totalizando R$ 72 milhões.

"As despesas com limpeza urbana são pagas com os impostos, mas em um momento de crise como este, não temos dinheiro. O recurso que nós temos hoje não nos permite fechar o ano", disse ela ao G1. "Nossa previsão de orçamento só vai até o mês de outubro, então estamos com novembro e dezembro em aberto. Vamos ter que tirar o dinheiro de outras áreas, como saúde, educação, entre outros."

Em greve desde sábado (30), funcionários terceirizados da limpeza urbana do DF pedem reajuste salarial de 9,83%, com base na inflação do ano passado, e aumento de R$ 200 no tíquete-alimentação. A categoria rejeitou a proposta de 8% de reajuste oferecida pelo governo.

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