Crise no DF: aulas vão atrasar duas semanas

O Governo do Distrito Federal informou que o início do ano letivo nas escolas públicas será atrasado em duas semanas; o anúncio acontece logo após os professores da rede estadual ameaçarem atrasar o inícios das aulas, previsto para o dia 9 de fevereiro, em decorrência do atraso do pagamento dos salários da categoria

O Governo do Distrito Federal informou que o início do ano letivo nas escolas públicas será atrasado em duas semanas; o anúncio acontece logo após os professores da rede estadual ameaçarem atrasar o inícios das aulas, previsto para o dia 9 de fevereiro, em decorrência do atraso do pagamento dos salários da categoria
O Governo do Distrito Federal informou que o início do ano letivo nas escolas públicas será atrasado em duas semanas; o anúncio acontece logo após os professores da rede estadual ameaçarem atrasar o inícios das aulas, previsto para o dia 9 de fevereiro, em decorrência do atraso do pagamento dos salários da categoria (Foto: Leonardo Attuch)


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Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

O Governo do Distrito Federal (GDF), informou hoje (7) que o início do ano letivo nas escolas públicas será atrasado em duas semanas. O anúncio acontece logo após os professores da rede estadual ameaçarem atrasar o inícios das aulas, previsto para o dia 9 de fevereiro, em decorrência do atraso do pagamento dos salários da categoria.

Ao informar sobre a alteração, o GDF justificou a medida como necessária para realizar reformas em boa parte das escolas da capital. Com a alteração, as aulas vão ter início no dia 23 de fevereiro.

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Serão gastos cerca de R$ 10 milhões para a reforma de parte das 657 escolas que compõem a rede. A verba vem do governo federal, por meio do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira.

Ontem (6), os professores protestaram em frente ao Palácio do Buriti, cobrando o pagamento do salário de dezembro, o 13º salário e as férias.

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Ouvida pela Agência Brasil, a diretora do Sindicato dos Professores do DF, Rosilene Corrêa, afirmou que a categoria estava disposta a não retornar às atividades no dia 9, em razão da falta de pagamento.“É claro que esta é uma decisão [de não iniciar as aulas] triste para os educadores. Nós esperamos dar aula em fevereiro, mas antes queremos que o governo do Distrito Federal regularize o pagamento dos nossos salários”, defendeu a professora.

Havia a expectativa, anunciada pelo GDF, de que o pagamento do salário de dezembro seria feito a partir de amanhã (8). No entanto, durante entrevista para tratar do déficit nas contas públicas do GDF, o secretário de Fazenda, Leonardo Colombini, disse que não sabia se seria possível efetuar o pagamento.

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Segundo Colombini, as contas do GDF estão com um rombo de R$ 3,5 bilhões, herdados da gestão anterior. Em entrevista, na manhã desta quarta-feira, o governador Rodrigo Rollemberg garantiu que os salários serão pagos até a próxima semana.

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