CPI do Carf rejeita convocar filho de Lula

Senadores integrantes da comissão, que apura denúncias da Operação Zelotes, negaram pela segunda vez requerimento de convocação do filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, apresentado pelo presidente do colegiado, Ataídes Oliveira (PSDB-TO); também não foram aprovadas as oitivas dos ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra

Senadores integrantes da comissão, que apura denúncias da Operação Zelotes, negaram pela segunda vez requerimento de convocação do filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, apresentado pelo presidente do colegiado, Ataídes Oliveira (PSDB-TO); também não foram aprovadas as oitivas dos ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra
Senadores integrantes da comissão, que apura denúncias da Operação Zelotes, negaram pela segunda vez requerimento de convocação do filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, apresentado pelo presidente do colegiado, Ataídes Oliveira (PSDB-TO); também não foram aprovadas as oitivas dos ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra (Foto: Gisele Federicce)


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247 – Senadores integrantes da CPI do Carf, que apura denúncias investigadas na Operação Zelotes, da Polícia Federal, rejeitaram pela segunda vez, nesta quinta-feira 5, a convocação do filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva.

Também não foram aprovados requerimentos para as convocações dos ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra. Os requerimentos foram apresentados pelo presidente do colegiado, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO).

A relatora da CPI, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), reclamou do fato de a CPI votar pela terceira vez a convocação de Erenice Guerra. "São requerimentos com objetivos meramente políticos", afirmou.

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Mais informações na reportagem da Agência Brasil:

CPI do Carf rejeita convocação de filho do ex-presidente Lula

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Karine Melo - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga irregularidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) rejeitou nesta quinta-feira (5), por unanimidade, requerimentos de autoria do presidente da CPI, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), para convocação do filho mais novo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, e dos ex-ministros Erenice Guerra (Casa Civil) e Gilberto Carvalho (Secrertaria-Geral da Presidência da República).

Essa não foi a primeira vez que os três tiveram pedidos de convocação rejeitados pela comissão. Para reapresentar os requerimentos, Ataídes Oliveira disse que a ida dos três poderia esclarecer suspeitas de que uma medida provisória (MP) editada em 2009 no governo do ex-presidente Lula teria sido "comprada" por lobistas para favorecer montadoras de veículos. "Esses requerimentos já haviam sido apresentados por mim nesta comissão e rejeitados. Agora, diante dos novos fatos deflagrados pela Operação Zelotes, eu vejo que há uma fratura expostas com relação a esses três convocados", lembrou o senador.

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"Estamos diante de requerimentos cujo objetivo é meramente político. Não tem nenhuma ligação com o objeto desta CPI", afirmou a relatora da comissão, senadora Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), apoiada por outros parlamentares da base aliada ao governo.

Além de apresentar argumentos contra a terceira tentativa de convocar Erenice Guerra, a relatora defendeu Gilberto Carvalho e Luís Claúdio. "Acho que está em curso uma grande injustiça. Não há nada que leve ou que sugira que ele [Gilberto Carvalho] tenha cometido algum tipo de crime. Um e-mail de um cidadão vice-presidente de uma entidade que representa todo o setor automobilístico pedindo uma audiência é motivo suficiente para criminalizar alguém? O senhor Luís Cláudio a mesma coisa: proprietário de uma empresa que recebeu por um serviço prestado a um escritório, esse sim um escritório envolvido, mas, por conta do envolvimento de um escritório, nós vamos envolver todos aqueles que tiveram contratos?"

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A CPI também rejeitou hoje os pedidos de convocação e de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Juliano Nardes, sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes. Juliano é investigado por suposta participação no processo que envolveu a Rede Brasil Sul (RBS) no Carf.

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