CPI do BNDES não pedirá indiciamentos
CPI do BNDES se reúne nesta terça-feria, 16, a partir das 14 horas, para analisar e votar o relatório final das investigações, que será apresentado pelo deputado José Rocha (PR-BA); Rocha não acatou os pedidos de indiciamento feitos pelos sub-relatores da comissão, entre os quais do presidente da instituição, Luciano Coutinho, da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira, bem como o pecuarista José Carlos Bumlai, preso pela operação Lava Jato; "No caso da Carolina, além de não ser ouvida, foi uma empresa que pegou financiamento do BNDES e que contratou a empresa dela. E, no caso da diretoria do BNDES, não vejo onde há crime", disse Rocha
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Brasília 247 - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES se reúne nesta terça-feria, 16, a partir das 14 horas, para analisar e votar o relatório final, que será apresentado pelo deputado José Rocha (PR-BA). A comissão foi criada em agosto para investigar supostas irregularidades em empréstimos concedidos pelo banco entre 2003 e 2015.
José Rocha não acatou os pedidos de indiciamento feitos pelos sub-relatores da comissão, entre os quais do presidente da instituição, Luciano Coutinho, da jornalista Carolina Oliveira, esposa do governador mineiro Fernando Pimentel, bem como o pecuarista José Carlos Bumlai, preso pela operação Lava Jato.
"No caso da Carolina, além de não ser ouvida, foi uma empresa que pegou financiamento do BNDES e que contratou a empresa dela. E, no caso da diretoria do BNDES, não vejo onde há crime. Foram contratos feitos dentro da lei que regula as normas do banco. Se houve desvio, foi na execução", disse José Rocha ao Globo.
Ao longo dos trabalhos, a CPI ouviu 23 pessoas, entre as quais o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho; diretores do banco; donos de empresas beneficiadas com empréstimos, como o empresário Eike Batista; e pessoas investigadas pela Operação Lava Jato, como o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Prioridades
O relator da CPI, deputado José Rocha, passou o Carnaval analisando os sub-relatórios e adiantou que vai propor que o BNDES priorize pequenas e médias empresas e invista mais em desenvolvimento de tecnologia.
"É um banco social, é um banco de desenvolvimento econômico, tem que trabalhar mais voltado para médias e pequenas empresas na ciência e tecnologia. O País, para ser desenvolvido, precisa muito de investimentos nessa área da ciência e tecnologia, da educação. O BNDES pode dar essa contribuição e eu acredito que não vem dando ao longo do tempo", disse Rocha.
A CPI do BNDES termina oficialmente no dia 18, quinta-feira, dois dias depois da apresentação do relatório final, que pode não ser votado nesta terça se algum deputado pedir vista. Se isso acontecer, a votação do relatório pode ser adiada por duas sessões, o que vai coincidir com o último dia de funcionamento da CPI.
A reunião de hoje acontecerá a partir das 14h30, no plenário 8.
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