Convocar Cunha 'tira o foco' da CPI, diz presidente
Presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB-PB), rebateu o pedido de convocação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do empresário Júlio Camargo, feito pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP); "Não posso aqui funcionar de acordo quando as denúncias são feitas ou deixam de ser feitas. A CPI não pode mudar o seu rito por que a denúncia foi feita", disse Motta; outros aliados de Cunha, que deve ser denunciado nesta quinta-feira, 20, por corrupção ao Supremo Tribunal Federal, saíram em sua defesa; deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) chamou de "lenga-lenga" o pedido de Valente e disse que "isso enche o saco"
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Brasília 247 - Aliados do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), na CPI da Petrobras decidiram que irão blindar o deputado, que deve ser ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro pela Procuradoria-Geral da República.
O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), rebateu o pedido de convocação de Cunha, feito pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), e disse que a convocação "tiraria o foco da investigação". "Não posso aqui funcionar de acordo quando as denúncias são feitas ou deixam de ser feitas. A CPI não pode mudar o seu rito por que a denúncia foi feita", disse Motta.
O deputado Ivan Valente (Psol-SP), na condição de líder do partido na CPI, cobrou a convocação do empresário Júlio Camargo e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pela comissão. "Só estamos ouvindo gente do terceiro escalão no escândalo da Petrobras. Nós não conseguimos trazer pra cá quem interessa. Por que não convocamos Júlio Camargo, que é o delator do presidente? Ele está blindado. O requerimento já foi aprovado há mais de um mês", disse o deputado (leia mais).
Outros deputados também saíram em defesa do presidente da Câmara. O deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) chamou de "lenga-lenga" o pedido de Valente e disse que "isso enche o saco". Pansera já foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de ser "pau-mandado" de Cunha, por ter apresentado requerimentos contra familiares do doleiro.
Já o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) questionou a mudança na delação de Camargo, que só incluiu Cunha no mês passado, apesar de ter firmado delação no ano passado sem citar o presidente da Câmara. O delator justificou que não denunciou Cunha inicialmente por medo de represálias. "Essa sede de denúncias nos preocupa", disse Marun.
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