Conselho de Ética vai ao STF contra manobras de Cunha
Presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para tentar evitar que o processo contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) retorne à estaca zero; Araújo lembra que o vice-presidente da Câmara e aliado de Cunha, Waldir Maranhão (PP-MA), acatou um recurso do deputado Carlos Marun (PMDB) que fez com que o processo regredisse à fase de discussão; "Foi uma protelação. Vamos pedir que o Supremo impeça que esse tipo de estratégia continue", afirma; Conselho de Ética retoma nesta terça-feira, 16, a partir das 14h30, as discussões do processo que pede a cassação de Cunha
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Brasília 247 - O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para tentar evitar que o processo contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) retorne à estaca zero.
O Conselho de Ética retoma nesta terça-feira, 16, a partir das 14h30, as discussões do processo que pede a cassação de Cunha. Araújo lembra que o vice-presidente da Câmara e aliado de Cunha, Waldir Maranhão (PP-MA), acatou um recurso do deputado Carlos Marun (PMDB) que fez com que o processo regredisse à fase de discussão.
"Foi uma decisão em cima de algo que não existe. O deputado [Carlos Marun, do PMDB] entrou com o recurso, mas se esqueceu do principal, que é a questão de ordem. Era preciso formular a questão de ordem, com embasamento, para recorrer de uma decisão do presidente do conselho", explica Araújo.
Essa foi a segunda decisão do vice-presidente da Câmara que beneficiou Eduardo Cunha, acusado de quebrar o decoro parlamentar ao mentir sobre contas no exterior durante reunião da CPI da Petrobras.
Na visão de José Carlos Araújo, situações como essas são demonstrações de que Eduardo Cunha estaria utilizando a estrutura da Presidência da Câmara a seu favor. "A ideia é mostrar que [a aceitação do] recurso é absurda, pois ele não existiu. Foi uma protelação. Vamos pedir que o Supremo impeça que esse tipo de estratégia continue. Se o Supremo me dar razão, os trabalhos voltam de onde estávamos", afirma o presidente do conselho.
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