Comissão de Impeachment rejeita fazer perícia em decretos de Dilma

Colegiado rejeitou pedido da defesa de Dilma Rousseff para realizar realizar perícia nos decretos suplementares e nas "pedaladas fiscais"; a decisão, que havia recebido apoio do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), gerou um longo debate entre os senadores; apoiadores do impeachment alegaram que seria perda de tempo e desperdício de dinheiro público; José Eduardo Cardozo rebateu, dizendo que a perícia vai jogar por terra os argumentos da acusação

Colegiado rejeitou pedido da defesa de Dilma Rousseff para realizar realizar perícia nos decretos suplementares e nas "pedaladas fiscais"; a decisão, que havia recebido apoio do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), gerou um longo debate entre os senadores; apoiadores do impeachment alegaram que seria perda de tempo e desperdício de dinheiro público; José Eduardo Cardozo rebateu, dizendo que a perícia vai jogar por terra os argumentos da acusação
Colegiado rejeitou pedido da defesa de Dilma Rousseff para realizar realizar perícia nos decretos suplementares e nas "pedaladas fiscais"; a decisão, que havia recebido apoio do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), gerou um longo debate entre os senadores; apoiadores do impeachment alegaram que seria perda de tempo e desperdício de dinheiro público; José Eduardo Cardozo rebateu, dizendo que a perícia vai jogar por terra os argumentos da acusação (Foto: Gisele Federicce)


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Anderson Vieira, da Agência Senado 

A Comissão Especial do Impeachment rejeitou pedido da defesa de Dilma Rousseff para realizar realizar perícia nos decretos suplementares e nas "pedaladas fiscais". A decisão, que havia recebido apoio do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), gerou um longo debate entre os senadores e obrigou o presidente Raimundo Lira (PMDB-PB) a suspender os trabalhos por alguns minutos nesta quarta-feira (8).

Os apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff alegaram que seria perda de tempo e desperdício de dinheiro público, sem falar na impossibilidade de se fazer uma perícia bem feita num curto espaço de tempo.

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— Estamos cometendo equívoco. Será um desperdício extraordinário de recursos públicos. Esse tipo de trabalho tem prazo para começar mas não para terminar. O TCU [Tribunal de Contas da União] amparado pela Constituição dispõe de todos os estudos técnicos e pareceres. Contratar empresa aqui ou lá fora não faz sentido. O trabalho já foi feito por órgão de Estado. O TCU existe para isso — afirmou Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

O ex-ministro José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma Rousseff, rebateu sob alegação de que a perícia vai jogar por terra os argumentos da acusação:

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— Por que se tem tanto medo? Qual o receio? Para nós, é algo essencial, pois vai provar que os decretos não tiveram impacto financeiro. Esse é o receio da acusação: ver sua retórica jurídica desmoronada — afirmou.

A defesa havia solicitado que o trabalho fosse feito por algum organismo internacional, o que foi negado pelo relator Antonio Anastasia. O presidente da comissão informou que nomearia peritos da área de orçamento do Senado, que teriam dez dias para concluir a atividade.

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Após o resultado da votação, José Eduardo Cardozo prometeu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Preliminares

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A reunião desta quarta-feira (8) foi aberta com discussões sobre questões preliminares. Uma delas foi o pedido da defesa para que o processo de impeachment aguardasse a manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas do governo Dilma de 2015.

— É uma questão que precede a tudo mais e diz respeito ao ponto principal da acusação. A denúncia foi apresentada em setembro de 2015 de que Dilma estaria desrespeitando uma meta prevista anualmente. Como avaliar decretos de créditos e pedaladas de 2015 se nem o TCU avaliou isso? — afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

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Prevaleceu o entendimento do relator segundo o qual a emissão de parecer prévio do TCU não é condição de procedibilidade do processo de impedimento, que é autônomo.

— A reprovação das contas pelo TCU são pós-fatos irrelevantes. O fato se consuma no momento que se realiza operação de crédito ilegal. Já se realizou e consumou. No momento que há edição de decreto sem anuência legislativa pouco importa se lá na frente houve ou não consequências fiscais, até porque a LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] é uma lei de precaução — afirmou Miguel Reale Jr., um dos autores da denúncia que motivou o impeachment.

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Decretos

A quantidade de decretos a serem considerados para efeitos de acusação foi outro ponto debatido. Defesa e acusação chegaram ao consenso de que devem ser levados em conta quatro dos seis decretos de suplementação orçamentária expedidos pela presidente Dilma Rousseff sem anuência do Parlamento.

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Testemunhas

Os parlamentares votaram ainda requerimentos pedindo a troca de testemunhas. Para esta quarta-feira, está prevista a oitiva de cinco pessoas, e os trabalhos devem entrar pela noite.

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