Comissão aprova texto-base da LDO de 2016
Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta quinta-feira, 12, o texto-base do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016; texto estabelece meta de superávit primário do setor público consolidado equivalente a 0,7% do PIB no ano que vem; após ter aprovado, a CMO voltou atrás e derrubou a possibilidade de abatimento de até R$ 20 bilhões por investimentos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC)
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BRASÍLIA (Reuters) - A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta quinta-feira o texto-base do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, que estabelece meta de superávit primário do setor público consolidado equivalente a 0,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem.
Por meio de votação de um destaque, a CMO voltou atrás nesta quinta-feira e derrubou a possibilidade de o governo abater até 20 bilhões de reais da meta de superávit primário do ano que vem, durante sessão que discute o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016.
Poucas horas antes, a mesma CMO havia liberado a possibilidade do abatimento de até 20 bilhões de reais ao aprovar o texto base da LDO numa sessão com poucos parlamentares. Em seguida, voltou atrás ao aceitar o destaque da bancada do PSDB que pedia o fim dessa brecha, deixando o governo numa situação ainda mais difícil na sua tarefa de fazer economia para pagamento da dívida pública.
A meta de superávit primário do ano que vem é de 43,8 bilhões de reais para o setor público consolidado, equivalente a 0,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), fruto do saldo positivo de 34,4 bilhões de reais para o governo central (governo federal, Banco Central e INSS) e de 9,4 bilhões de reais para Estados e municípios.
O projeto de lei ainda precisa ser apreciado em sessão conjunta no Congresso Nacional. Segundo a presidente da CMO, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), ele entrará na pauta da sessão marcada para 17 de novembro.
O fim da possibilidade de abatimento indica um revés para o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que chegou a defender uma banda à meta fiscal para o governo ganhar margem de manobra para acomodar choques, em meio à economia em recessão.
Alvo de especulações sobre iminente substituição pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, era contrário à medida por entender que não passava uma mensagem de rigor com os objetivos traçados para o Orçamento.
Na véspera, a presidente da CMO afirmou que o colegiado buscou um posicionamento consolidado do governo sobre a matéria antes de colocá-la em votação. O Planejamento já havia se mostrado favorável, mas a Fazenda ainda não se manifestara a respeito.
Após consulta também à presidente Dilma Rousseff, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, ligou para a CMO afirmando que o governo estava de acordo com a ideia de abatimento.
O relator da LDO 2016, deputado Ricardo Teobaldo (PTB-PE), apresentou então proposta de redução desse desconto na meta pelos investimentos no PAC a 20 bilhões de reais, sobre 30 bilhões de reais propostos antes, numa investida para facilitar o aval dos parlamentares à medida.
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