Clayton Avelar lança pré-candidatura ao GDF

"O programa será decidido pelo partido, tendo por referência o que apresentamos nas eleições anteriores e as resoluções nacionais do PSOL. Eu defendo que uma das prioridades será reduzir as desigualdades sociais que, no DF, estão entre as maiores do país. Também defendo que o governador da capital da República seja uma liderança capaz de sensibilizar o povo para as necessárias mudanças em âmbito nacional, incluindo a revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal e o advento de uma Lei de Responsabilidade Social", diz ele

Clayton Avelar
Clayton Avelar (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Renato Dias, especial para o 247

O historiador Clayton de Souza Avelar, de linhagem marxista, promove, neste sábado, em Brasília, Capital da República, 15 h, na sede do PSOL [Partido Socialismo e Liberdade], legenda criada por dissidentes do PT, em 2004, à SCS 2, Q. 2, Edifício Jamel Cecílio, Bloco C, sala 505, a apresentação de sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal [GDF], em 2018.

- Dos oito parlamentares do DF, cinco votaram a favor da corrupção, durante a apreciação do pedido da PGR pelo afastamento de Michel Temer.
O líder do PSOL – DF diz ao Brasil247.com que o Pacote de Concessões e Privatizações, o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, a reforma do ensino médio, a abertura do Pré-Sal, a Terceirização e a Reforma Trabalhista, executados por Michel Temer, seriam quase o programa máximo da alta burguesia internacional e nacional. Ele quer a revisão da LRF.
- Mais que isso só o retorno à escravidão e depois ao colonialismo. Defendo ainda o advento de uma Lei de Responsabilidade Social.

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Leia a íntegra da entrevista:

247 - Qual a sua análise sobre a votação dos parlamentares do DF sobre o afastamento de Michel Temer?
Clayton de Souza Avelar - Dos 8 parlamentares, 5 votaram em favor da corrupção. Envergonharam a população do Distrito Federal. Dois deles são integrantes da bancada da bala, um é empresário da fé e outro, Rogério Rosso, do PSD, é aliado ao governador Rollemberg. O tucano Izalci Lucas, pretende ser candidato ao GDF. Vai ter de ser explicar ao povo.

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247 - O DF necessita de uma nova representação no Congresso Nacional, em 2018?
Clayton de Souza Avelar - Certamente. A meu ver, na Câmara, a única parlamentar do DF que tem posições progressistas e comprometidas com as reivindicações populares é a Erika Kokai. Não é do meu partido, mas tem o meus respeito. No Senado, seria muito bom uma renovação completa em 2018, com as duas vagas que estarão em disputa.

247 -  Com que plataforma?
Clayton de Souza Avelar - Uma de conteúdo antilatifundiário, anti-imperialista e antimonopolista. Que defenda uma drástica alteração na política econômica, com auditoria da dívida pública, adoção de uma forte progressividade tributária, com imposto sobre grandes fortunas, reedição da CPMF e reveja todas as leis impostas pelo atual congresso desde que o ilegítimo Temer assumiu o poder.

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247 - O PSOL terá candidato a governador no DF?
Clayton de Souza Avelar - Sim. Essa é uma decisão consensual no partido

247 - O senhor é candidato?
Clayton de Souza Avelar - Sou pré-candidato

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247 - Qual o seu programa?
Clayton de Souza Avelar - O programa será decidido pelo partido, tendo por referência o que apresentamos nas eleições anteriores e as resoluções nacionais do PSOL. Eu defendo que uma das prioridades será reduzir as desigualdades sociais que, no DF, estão entre as maiores do país. Também defendo que o governador da capital da República seja uma liderança capaz de sensibilizar o povo para as necessárias mudanças em âmbito nacional, incluindo a revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal e o advento de uma Lei de Responsabilidade Social.

247 -  Qual é o arco de alianças políticas e eleitorais possíveis para o GDF, em 2018?
Clayton de Souza Avelar - Também será uma decisão do partido em seu Congresso Nacional. Eu tenho duas definições: não faço aliança com partido corrupto ou golpista.

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247 -  Qual a sua crítica a Rodrigo Rollemberg, atual governador do DF?
Clayton de Souza Avelar - É um neoliberal. Colocou em seu governo a turma do Aécio Neves. Criticava o governo anterior por, segundo ele, viver um "apagão de gestão", mas em seu governo isso piorou sensivelmente. Trata mal os(as) servidores(as). É privatista e tem uma obsessão por terceirizar serviços públicos, principalmente na saúde.

247 - Joaquim Roriz está liquidado?
Clayton de Souza Avelar - Divergências políticas à parte, tem minha solidariedade devido ao seu estado de saúde. Pelo que noticia a imprensa, tem doença renal crônica.

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247 - José Roberto Arruda pode entrar no páreo?
Clayton de Souza Avelar - Não pode. É ficha suja.

247 - Qual o projeto de Toninho e de Maninha?
Clayton de Souza Avelar - Toninho será candidato a distrital e Maninha a federal. Merecem ser eleitos e serão, no que depender de mim.

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247 - O que houve em 2016, no Brasil, pode ser classificado como golpe?
Clayton de Souza Avelar - Foi golpe sim. Digo com tranquilidade porque meu partido era oposição ao governo Dilma. Reconhecíamos, porém, a legitimidade de seu mandato. O que houve foi um complô golpista para fazer exatamente o que estão fazendo: manter e ampliar a corrupção, liquidar com os direitos do povo e entregar as riquezas do Brasil ao capital estrangeiro.

Brasil247.com - Qual a sua análise sobre o Pacote de Concessões e Privatizações, o congelamento dos gastos públicos, a reforma do ensino médio, a abertura do Pré-Sal, a Terceirização e a Reforma Trabalhista?
Clayton de Souza Avelar - É quase o programa máximo da alta burguesia internacional e nacional. Mais que isso só o retorno à escravidão e depois ao colonialismo.

Brasil247.com - O que esperar do Congresso Nacional em relação à Reforma da Previdência Social?
Clayton de Souza Avelar - Vão tentar aprovar a qualquer custo. O próprio ministro Padilha, denunciado pela PGR, disse que a prioridade agora é essa "reforma". Vamos resistir. Espero que dessa vez, ao contrário do que ocorreu no dia 2, haja um real engajamento do setor progressista nas mobilizações.

Brasil247.com - A PGR pode apresentar duas ações contra Michel Temer. O Palácio do Planalto tem motivos a temer?
Clayton de Souza Avelar - Teria se não fosse a cumplicidade do Congresso. Não acredito em saída sem que se abale fortemente essas instituições apodrecidas. Torço para que a PGR apresente novas denúncias.

 

 

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