CGU aponta falhas no BRT e no combate à dengue no DF
O Ministério da Transparência verificou ineficiência em contratos do governo do Distrito Federal que somam R$ 680 milhões; entre março e abril deste ano, os auditores analisaram contratos em educação, saúde, transporte público e turismo, entre outros; técnicos relatam falhas no sistema do BRT e no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus zika e da chikungunya; segundo a fiscalização, o BRT está com as obras atrasadas há três anos, apesar de ter recebido R$ 391 milhões; os contratos foram analisados desde a gestão Agnelo Queiroz até agora
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Brasília 247 - O Ministério da Transparência verificou ineficiência em contratos do governo do Distrito Federal que somam R$ 680 milhões. Entre março e abril deste ano, os auditores analisaram contratos em educação, saúde, transporte público e turismo, entre outros. Na auditoria de 339 páginas, os técnicos relatam falhas no sistema do BRT e no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do vírus zika e da chikungunya.
Segundo a fiscalização, o BRT está com as obras atrasadas há três anos, apesar de ter recebido R$ 391 milhões. O prazo para entrega do sistema era 7 de junho de 2013. O projeto não tem previsão para ser concluído porque o governo suspendeu o contrato com o consórcio responsável pelo projeto. Faltam ainda 28% das obras.
Na via de acesso ao aeroporto, a pista está cheia de buracos. De acordo com os fiscais, a pavimentação não é adequada para as freadas e acelerações dos ônibus. “Além disso, destaca-se a suscetibilidade aos ataques químicos dos óleos combustíveis e ao aparecimento de defeitos com ‘trilhas de rodas’ e buracos. Tudo isso implica maiores custos de manutenção da via”, destaca o documento.
A Secretaria de Mobilidade informou que abrirá sindicância para apurar as falhas apontadas. A pasta, no entanto, negou que as obras estejam paradas e afirmou que as quatro estações que ainda não foram inauguradas dependem de licitação para contratar segurança, limpeza e manutenção. Os relatos do governo foram publicados no G1.
Ao fazerem referência às ações de combate ao aedes aegypti, técnicos do ministério apontaram falha na quantidade de insumos distribuídos para acabar com os focos do mosquito e o superfaturamento de R$ 1,2 milhão na compra de material para os agentes. Apenas em uma dispensa de licitação, os auditores encontraram sobrepreço de R$ 321 mil na compra de larvicidas.
Segundo o ministério, o GDF tinha condições de ampliar o investimento na área. “Nós identificamos o valor de R$ 2,9 milhões parados em conta. [São] Recursos que poderiam, deveriam ser utilizados em ações especificamente de prevenção e combate à dengue e que não tinham sido utilizados”, afirmou o secretário federal de Controle Interno, Francisco Bessa. Foram analisados gastos de combate ao mosquito feitos entre janeiro de 2015 e fevereiro de 2016.
A Secretaria de Saúde afirmou que todos os processos de compra foram submetidos à análise do Tribunal de Contas, da Controladoria Geral da União e do Ministério da Saúde.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247