Castro: nunca estive em cima do muro, sempre tive lado
Em seu discurso, o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI), que disputa o comando da Câmara, disse que sempre teve lado; ele disse ainda que "nenhum partido, nenhuma pessoa será discriminada, será excluída" caso ele se torne presidente da Câmara; "Não tomarei nenhuma decisão arbitrária, autoritária, ou personalística. Trabalharei pela harmonia interna, e pela harmonia externa com os outros poderes", afirmou; Castro defendeu a democracia com equilíbrio entre os poderes
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247 - Em seu discurso, o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI), que disputa o comando da Câmara, disse que sempre teve lado.
"Nunca estive indeciso, nunca estive em cima do muro, sempre tive lado. O nosso lado é um parlamento autônomo e independente para trabalhar em favor deste país", afirmou.
Ele disse ainda que "nenhum partido, nenhuma pessoa será discriminada, será excluída" caso ele se torne presidente da Câmara. "Não tomarei nenhuma decisão arbitrária, autoritária, ou personalística. Trabalharei pela harmonia interna, e pela harmonia externa com os outros poderes", afirmou.
Castro defendeu a democracia com equilíbrio entre os poderes. “Se não tivermos o devido cuidado, o Executivo e o Judiciário avançam sobre o Legislativo. Por isso, ele precisa cada vez mais de nossa participação para ser um poder soberano e jamais submisso a qualquer outro”, afirmou.
Para ele, nada é mais legítimo que o poder do povo.
Ele lembrou que a sociedade brasileira não está satisfeita com o Parlamento, citando pesquisas que indicam que menos de 10% do povo aprova as atitudes do Congresso. “Está na hora de fazermos uma profunda autocrítica. Que erros estamos cometendo? Como corrigir isso? Não podemos aprofundar esse fosso que existe entre o Parlamento e a sociedade”, disse, defendendo uma aproximação com a população.
Marcelo Castro prometeu ainda um mecanismo mais célere para a execução de emendas parlamentares, nos moldes de um fundo.
Carreira política
Deputado há quatro mandatos, Marcelo Castro é médico e professor da Universidade Federal do Piauí. Já foi deputado estadual e ministro da Saúde no governo Dilma e, apesar do rompimento de seu partido com o governo, defendeu o voto contrário ao impeachment.
Na Câmara dos Deputados, se destacou como presidente da CPI que investigou os acidentes aéreos em 2007 e como relator da última versão da reforma política na comissão especial que analisou a matéria.
Castro foi o 4º a registrar candidatura à presidência da Câmara após a renúncia do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo de presidente.
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