Cardozo sobre Moro: até a virtude precisa de limites
Advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, elogiou nesta quarta-feira 31 a atuação do juiz Sérgio Moro na condução da Operação Lava Jato, mas disse que a decisão do juiz em autorizar a divulgação dos áudios entre Lula e Dilma ofendeu a Constituição e a legalidade vigente; "Até mesmo um magistrado virtuoso precisa ter limites", disse Cardozo, citando o filósofo francês Montesquieu, que escreveu sobre a divisão de poderes numa democracia; "Na medida em que alvos interceptados se comunicaram com a presidenta da República, com ministros de Estado e com parlamentares não poderia sua excelência Sérgio Moro ter feito qualquer consideração sobre esta matéria, sob pena de clara de usurpação de competência desta Suprema Corte", argumentou Cardozo
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247, com Agência Brasil - O advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, elogiou hoje (31) a atuação do juiz federal Sérgio Moro na condução da Operação Lava Jato, mas disse que a decisão do juiz em autorizar a divulgação dos áudios entre Lula e a Dilma ofendeu a Constituição e a legalidade vigente.
"O juiz Moro é um juiz virtuoso, mas, como dizia Montesquieu, até a virtude precisa de limites", disse Cardozo, falando sobre o filósofo francês que escreveu obras clássicas sobre a divisão de poderes numa democracia. "Ninguém pode estar acima da lei: presidente, ministros ou magistrados", enfatizou Cardozo.
Ao falar sobre o caso concreto do grampo da presidente Dilma, ele afirma que o juiz à frente da Lava Jato usurpou a competência do STF. "Na medida em que alvos interceptados se comunicaram com a presidenta da República, com ministros de Estado e com parlamentares não poderia sua excelência Sérgio Moro ter feito qualquer consideração sobre esta matéria, sob pena de clara de usurpação de competência desta Suprema Corte", argumentou Cardozo.
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