Cardozo: se houve escuta ilegal, será ‘gravíssimo’

Em depoimento à CPI da Petrobras, o ministro da Justiça disse que a sindicância sobre o grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, está sendo feita "em sigilo" e que escutas ilegais são caso "gravíssimo"; "Se, ao final, ficar comprovado que houve escutas ilegais, haverá punições àqueles que as praticaram", afirmou José Eduardo Cardozo; ele também declarou que não cabe a ele interferir nos inquéritos e nas investigações da PF e que é acusado injustamente tanto de instrumentalizar a corporação a serviço do governo quanto de não controlar a instituição; "São críticas infundadas", disse; segundo ele, vazamentos de delações premiadas na Operação Lava Jato são "ilegais", "criminosos" e prejudicam as investigações

Em depoimento à CPI da Petrobras, o ministro da Justiça disse que a sindicância sobre o grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, está sendo feita "em sigilo" e que escutas ilegais são caso "gravíssimo"; "Se, ao final, ficar comprovado que houve escutas ilegais, haverá punições àqueles que as praticaram", afirmou José Eduardo Cardozo; ele também declarou que não cabe a ele interferir nos inquéritos e nas investigações da PF e que é acusado injustamente tanto de instrumentalizar a corporação a serviço do governo quanto de não controlar a instituição; "São críticas infundadas", disse; segundo ele, vazamentos de delações premiadas na Operação Lava Jato são "ilegais", "criminosos" e prejudicam as investigações
Em depoimento à CPI da Petrobras, o ministro da Justiça disse que a sindicância sobre o grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, está sendo feita "em sigilo" e que escutas ilegais são caso "gravíssimo"; "Se, ao final, ficar comprovado que houve escutas ilegais, haverá punições àqueles que as praticaram", afirmou José Eduardo Cardozo; ele também declarou que não cabe a ele interferir nos inquéritos e nas investigações da PF e que é acusado injustamente tanto de instrumentalizar a corporação a serviço do governo quanto de não controlar a instituição; "São críticas infundadas", disse; segundo ele, vazamentos de delações premiadas na Operação Lava Jato são "ilegais", "criminosos" e prejudicam as investigações (Foto: Gisele Federicce)


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247, com Agência Câmara - Em depoimento aos parlamentares da CPI da Petrobras, na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira 15, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a sindicância sobre o grampo ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, está sendo feita "em sigilo" e que escutas ilegais são caso "gravíssimo".

De acordo com Cardozo, “se, ao final, ficar comprovado que houve escutas ilegais, haverá punições àqueles que as praticaram”. O ministro foi convocado à CPI para dar explicações especificamente sobre o caso das escutas clandestinas encontradas na cela de Youssef. Ele confirmou em depoimento que foi informado pela PF da existência de escutas clandestinas na cela de Youssef e das providências tomadas para apurar a irregularidade.

Segundo ele, a corregedoria da Polícia Federal agiu para verificar a situação de ilegalidade que poderia estar ocorrendo no momento e determinou a instauração de sindicância para investigar o possível envolvimento de agentes da Policia Federal. “A sindicância tramita em sigilo e ainda está em curso”, informou. O ministro afirmou que não tem conhecimento do conteúdo da sindicância. 

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Cardozo disse que foi o ministro que mais demitiu servidores que cometeram irregularidades. “Não vivemos mais em uma ditadura para aceitar o desrespeito à lei. A Polícia Federal tem total apoio do ministério para cortar na carne caso sejam comprovadas as irregularidades.” O ministro disse que confia na corregedoria e acompanha diretamente os processos envolvidos em ações ilegais. “Não tolerarei transgressões nem injustiças”, afirmou.

Há pouco menos de duas semanas, o gente da Polícia Federal Dalmey Fernando Werlang revelou em sessão da CPI que implantou escutas clandestinas na Superintendência da PF em Curitiba, na cela do doleiro, a mando de três superiores (leia mais). O delegado Mário Fanton, da PF, que foi a Curitiba apurar vazamentos da Lava Jato, relatou ter sofrido pressão dos colegas do Paraná e recomendou que a sindicância sobre a escuta fosse refeita (leia mais).

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O ministro também declarou que não cabe a ele interferir diretamente nos inquéritos e nas investigações conduzidas pela Policia Federal. Cardozo afirmou que é acusado injustamente tanto de instrumentalizar a Polícia Federal a serviço dos interesses do governo quanto de não controlar a instituição.

"São críticas infundadas. É importante entender o papel do ministro da Justiça e sua relação com a Polícia Federal. O ministro da Justiça é fiscal do abuso do poder e da legalidade", reiterou. Segundo ele, o ministro não pode interferir no inquérito nem conduzir investigações, salvo se houver abuso de poder na condução do processo.

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Cardozo também afirmou que não pode rever atos praticados no inquérito policial, como prisões ou anulações de provas. Ele explicou que isso é uma competência do Poder Judiciário. "A Polícia Federal é republicana e cumpridora das leis", ressaltou.

O ministro da Justiça disse que os vazamentos de delações premiadas de pessoas envolvidas na operação Lava Jato são "ilegais", "criminosos" e prejudicam as investigações. Ele assegurou que agirá com "imenso rigor" sempre que um vazamento ilegal for detectado pela Corregedoria da Polícia Federal.

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