Cardozo: relatório do impeachment agravou ‘ilicitude’ do processo
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, questionou pontos do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) na Comissão Especial da Câmara, que opina pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff; segundo Cardozo, o documento, de autoria do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), "agravou a ilicitude do processo" que tem como objetivo afastar a presidente; "Esse relatório só agravou a ilicitude desse processo, só turvou ainda mais a acusação que se coloca, só desrespeitou ainda mais a Constituição Federal nos pontos em que está colocada", disse ele em coletiva de imprensa
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
Brasília 247 - O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, questionou nesta sexta-feira (8) pontos do relatório da comissão especial da Câmara Federal que recomendou a abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Segundo Cardozo, o documento, de autoria do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), "agravou a ilicitude do processo" que tem como objetivo afastar a presidente. "Esse relatório só agravou a ilicitude desse processo, só turvou ainda mais a acusação que se coloca, só desrespeitou ainda mais a Constituição Federal nos pontos em que está colocada", afirmou ele, durante coletiva de imprensa.
Cardozo reforçou que o pedido de impeachment foi aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por "vingança". O peemedebista não conseguiu votos contra sua cassação no Conselho de Ética. Cunha foi acusado de mentir à CPI da Petrobras ao negar ter contas no exterior. Mas o procurador geral da República, Rodrigo Janot, confirmou que ele e sua família têm contas na Suíça.
O relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) sobre o impeachment deverá ser votado na próxima segunda-feira (8). Depois, seguirá para votação no plenário, onde são necessários pelo menos 342 votos dentre os 513 deputados para que a abertura do processo seja autorizada. Se autorizado, o processo segue para o Senado, responsável por decidir se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247