Cardozo manda PF investigar se advogada da Odebrecht foi impedida de atuar
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou nesta terça (21) à Polícia Federal a abertura de investigação para apurar se a advogada do presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, foi impedida por delegados de acompanhar um dos depoimentos do investigado, preso desde o mês passado na Superintendência da PF em Curitiba; segundo o ministro, o fato envolvendo a advogada Dora Cavalcanti foi comunicado por meio da OAB; "Em todos os casos em que houver denúncia de possíveis irregularidades, cabe ao ministro da Justiça, zelando pela legalidade e o Estado Democrático de Direito, determinar a apuração do ocorrido", justificou o ministro
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Agência Brasil - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou hoje (21) à Polícia Federal (PF) a abertura de investigação para apurar se a advogada do presidente da Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, foi impedida por delegados de acompanhar um dos depoimentos do investigado, preso desde o mês passado na Superintendência da PF em Curitiba.
Segundo o ministro, o fato envolvendo a advogada Dora Cavalcanti foi comunicado por meio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Em todos os casos em que houver denúncia de possíveis irregularidades, cabe ao ministro da Justiça, zelando pela legalidade e o Estado Democrático de Direito, determinar a apuração do ocorrido. Assim fiz e continuarei procedendo", declarou Cardozo.
No mês passado, a PF apreendeu um bilhete no qual Marcelo Odebrecht escreveu a frase "destruir e-mail sondas". O bilhete foi endereçado aos advogados dele e interceptado pelos agentes da PF que fazem a vigilância da carceragem. Entre as frase escritas no bilhete aparecem os dizeres “destruir e-mail sondas RR”.
Segundo a advogada, devido à investigação do conteúdo do bilhete, ela foi impedida de acompanhar um dos depoimentos de Marcelo Odebrecht, sob a alegação de que também terá que prestar depoimento sobre os mesmos fatos.
Para decretar a prisão dos executivos da Odebrecht, o juiz Sérgio Moro baseou-se, entre outras provas, em e-mails trocados entre Marcelo Odebrecht e um de seus executivos, nos quais é mencionado o pagamento de propina de US$ 25 mil por dia para operação de sondas de perfuração da Petrobras.
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