Bolsonaro quer reescrever história e remove foto de Marisa Letícia da Biblioteca da Presidência

A foto que mostrava a ex-primeira-dama Marisa Letícia na solenidade de reinauguração da biblioteca ficava na sala de leitura desde 2005. Naquele ano, o governo Lula gastou R$ 700 mil para recuperar as condições de uso do local

Solenidade de reinauguração da Biblioteca da Presidência da República no Palácio do Planalto. E/D: General Jorge Felix, o secretário-executivo da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, a primeira-dama Marisa Letícia, e o ministro Aldo Rebelo
Solenidade de reinauguração da Biblioteca da Presidência da República no Palácio do Planalto. E/D: General Jorge Felix, o secretário-executivo da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, a primeira-dama Marisa Letícia, e o ministro Aldo Rebelo (Foto: José Cruz/ABr)


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247 - Membros do governo Jair Bolsonaro removeram uma foto da ex-primeira-dama Marisa Letícia exposta há quase 15 anos na Biblioteca da Presidência da República, localizada no Palácio do Planalto. A imagem foi retirada meses antes de o espaço passar por obras para receber a atual primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A informação é da coluna de Bela Megale.

A foto que mostrava Marisa na solenidade de reinauguração da biblioteca ficava na sala de leitura desde 2005. Naquele ano, o governo Lula gastou R$ 700 mil para reformar a biblioteca.

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A Secretaria de Administração, responsável pela gestão do espaço, disse apenas que “desconhece a existência” da fotografia de Marisa Letícia na biblioteca da Presidência.

Vaza Jato

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Marisa faleceu em janeiro de 2017, vítima de um AVC hemorrágico. Procuradores da Operação Lava Jato ironizaram a morte dela. Segundo a Vaza Jato, a procuradora Laura Tessler refuta a possibilidade de o agravamento do quadro da ex-primeira-dama ter acontecido após busca e apreensão na casa dela e dos filhos e condução coercitiva do ex-presidente Lula, determinada pelo então juiz Sergio Moro no ano anterior.  

"Ridículo... Uma carne mais salgada já seria suficiente para subir a pressão... ou a descoberta de um dos milhares de humilhantes pulos de cerca do Lula", afirma Laura.   

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O procurador Januário Paludo lançou suspeitou sobre as circunstâncias da morte. "A propósito, sempre tive uma pulga atrás da orelha com esse aneurisma. Não me cheirou bem. E a segunda morte em sequência", diz ele, sem especificar à qual outra morte se referia.  

Depois o chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, afirma que Marisa havia chegado debilitada ao hospital. "Um amigo de um amigo de uma prima disse que Marisa chegou ao atendimento sem resposta, como vegetal", disse. Paludo reage à frase dizendo: "Estão eliminando as testemunhas".  

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