Bolsonaro pela primeira vez admite que pode sofrer impeachment e diz que vai sancionar fundo eleitoral

Segundo ele, o Congresso pode entender que ele, ao vetar o projeto aprovado que eleva o fundo eleitoral para R$ 2 bilhões, tenha cometido crime de responsabilidade. Ele ressaltou ser contra o fundo eleitoral, mas afirmou ser "escravo da lei"

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PRchocolate)


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247 - Pela primeira vez, Jair Bolsonaro admitiu que pode sofrer impeachment. O motivo, apesar dos escândalos envolvendo seu governo e sua família, além de suas declarações criminosas, é o veto - ou sanção - ao fundo eleitoral.

Segundo ele, caso vete o projeto aprovado na Câmara que eleva o fundo eleitoral para R$ 2 bilhões, o Congresso poderá entender que houve crime de responsabilidade. Ele reforçou ser contra o aumento do valor do fundo, mas disse ser "escravo da lei".

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"O Congresso pode entender que eu, ao vetar, atentei contra esse dispositivo constitucional [artigo 85 da Constituição, que trata de crimes de responsabilidade] e isso se tornar um processo de impeachment contra mim. Eu estou aguardando o parecer final da minha assessoria jurídica, mas o preliminar é que eu tenho que sancionar", afirmou, durante sua transmissão semanal nas redes sociais.

Hoje mais cedo, ele havia dito que pretendia vetar a matéria. Nesta quarta, chegou a mencionar o PT e 'aquela pessoal do PSL' - principais beneficiados do fundo - para falar em veto. "Em havendo brecha para vetar, eu vou fazer isso. Não vejo, com todo respeito, como justo usar recursos para fazer campanha. A tendência é vetar, sim", afirmou mais cedo.

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