Bolsonaro critica STF por criminalizar homofobia

Em mais um comentário totalmente desprovido de lógica e de bom senso, o presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar a homofobia, dizendo que poderia "prejudicar" os gays, impedindo as empresas de contratá-los



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Sputinik – O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de criminalizar a homofobia, dizendo que poderia "prejudicar" os gays, impedindo as empresas de contratá-los.

Bolsonaro, que tem um histórico de comentários homofóbicos - declarou certa vez que preferiria que seu filho morresse a ser homossexual - também disse que o tribunal estava "completamente errado" porque havia entrado em território legislativo.

Na quinta-feira, o Supremo votou oito a três a favor da classificação de crimes contra pessoas gays e transgêneros como semelhantes ao racismo, até que o Congresso Nacional aprove uma lei que aborde especificamente tal discriminação.

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O Congresso é formado por uma maioria conservadora e é fortemente influenciado pelas igrejas evangélicas.

O Brasil, que tem uma das taxas mais altas de violência contra minorias sexuais do mundo, agora se une a um número crescente de países na região tipicamente conservadora e influenciada pela Igreja Católica na América Latina, que aprovaram medidas em favor dos direitos LGBT.

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Falando aos repórteres nesta sexta-feira, Bolsonaro afirmou que os empregadores "pensariam duas vezes" antes de contratar uma pessoa gay por medo de serem acusados de homofobia.

Bolsonaro também levantou novamente a possibilidade de nomear um juiz evangélico para o mais alto tribunal do país para ajudar a "equilibrar" a Corte.

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Os três juízes que votaram contra a medida concordaram com Bolsonaro em seu argumento de que criminalizar a homofobia era trabalho do Congresso, não do tribunal.

"Somente o Congresso pode aprovar [a definição de] crimes e penalidades. Somente o Congresso pode aprovar leis sobre conduta criminosa", declarou no julgamento o ministro Ricardo Lewandowski.

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Segundo a ONG Grupo Gay de Bahia, que coletou estatísticas nacionais nas últimas quatro décadas, houve 387 assassinatos e 58 suicídios devido à "homotransfobia" em 2017, um aumento de 30% em relação a 2016. Isso resulta em uma morte LGBT por suicídio ou assassinato a cada 19 horas no Brasil.

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