Bendine: “Petrobras é vítima desse processo”

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, admitiu à CPI da Petrobras que a estatal sentiu os impactos dos casos de "fraude e corrupção" investigados pela Operação Lava Jato, mas que esse não foi o único fator responsável pelo endividamento da companhia; "A empresa é vítima desse processo", disse; segundo ele, a queda do preço do barril do petróleo e o endividamento acima da meta, majoritariamente em moeda estrangeira, também contribuíram negativamente na saúde financeira da companhia

aldemir bendine
aldemir bendine (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Câmara - O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, admitiu em depoimento à CPI da Petrobras que a empresa sofreu o impacto de casos de "fraude e corrupção", mas que esse não foi o único fator responsável pelo grande endividamento da companhia, o maior problema da Petrobras hoje. "A empresa é vítima desse processo", disse, se referindo às denúncias de pagamento de propina e superfaturamento investigadas pela Operação Lava Jato.

De acordo com Bendine, a queda do preço do barril do petróleo e o endividamento acima da meta, majoritariamente em moeda estrangeira, também tiveram impacto na saúde financeira da companhia. "Em 2014 o barril do petróleo chegou a custar 114 dólares e caiu para 50 no final do ano", disse.

Mesmo assim, ele se mostrou otimista com o futuro da Petrobras. Bendine anunciou que a empresa vai chegar ao fim do ano com 20 bilhões de dólares em caixa – o dobro do previsto no início do ano.

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Ela ratificou a conclusão do balanço auditado da empresa, divulgado em abril, que apontou pagamentos indevidos no valor de R$ 6 bilhões – dos quais a empresa recuperou cerca de R$ 300 milhões. "Esse balanço, referente a 2014, resgatou um pouco a credibilidade da empresa no mercado", disse.

Bendine foi convocado por meio de um acordo entre deputados do governo e da oposição para explicar as medidas que adotou desde fevereiro, quando substituiu Graça Foster no cargo, e para anunciar os projetos futuros da empresa.

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O presidente da Petrobras anunciou que a empresa deve chegar em 2016 à marca de 1 milhão de barris de petróleo por dia – apenas no pré-sal.

Leia mais sobre o assunto na matéria abaixo.

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Petrobras renegocia contratos da Sete Brasil, informa Bendine à CPI

 Agência Câmara - O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse, em depoimento à CPI da Petrobras, que a estatal está renegociando os 28 contratos para construção de navios-plataforma assinados com a empresa Sete Brasil, que enfrenta dificuldades financeiras, o que já causou a demissão de cerca de 30 mil trabalhadores desde a deflagração da Operação Lava Jato.

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A Sete Brasil, uma empresa privada, foi criada por iniciativa da Petrobras especificamente para construir as sondas e para isso foi montada uma complexa engenharia financeira: 25% dos recursos seriam investidos por 12 acionistas e os demais 75% por financiadores – entre os quais o principal era o BNDES.

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O principal acionista da Sete Brasil é o banco BTG Pactual (26%), mas tem também a Petrobras (9%), fundos de pensão, como o Previ (do Banco do Brasil) e o Petros (da Petrobras), além dos bancos Santander e Bradesco. Juntos, eles investiram 1,8 bilhão de dólares na empresa.

A Sete Brasil enfrenta dificuldades financeiras depois da Operação Lava Jato e depende de financiamentos para concluir a construção de 17 das 28 sondas de perfuração contratadas pela Petrobras, um investimento de mais de 20 bilhões de dólares e que envolve 150 mil empregos diretos.

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A empresa parou de pagar os estaleiros contratados por ela em novembro do ano passado, depois que o BNDES não liberou o empréstimo de 18 bilhões de dólares – financiamento que tinha sido aprovado pela diretoria do banco quando a empresa foi criada.

O empréstimo acabou negado depois que a empresa passou a ser investigada pela Operação Lava Jato. Um dos delatores do esquema, o ex-gerente da área de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, foi nomeado diretor da Sete Brasil e admitiu que houve pagamento de propina a diretores da Petrobras e a partidos políticos por estaleiros contratados para construir os navios-sonda.

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Bendine disse que os contratos serão renegociados e terão tamanho “menor” que o previsto antes da Operação Lava Jato. “A demanda da Petrobras por navios-sonda é bem menor que a do plano de negócios anterior. Está sendo feita uma renegociação com a Sete Brasil, a Petrobras e bancos credores para readequar os contratos, o que é complexo. Cada sonda tinha uma sociedade para fins específicos, cada qual com sócios e um operador”, disse.

Ele não informou o valor da redução dos contratos.

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