Barroso: 'abalar instituições é como vender a alma'

Embora evite comentar o mérito do pedido de impeachment protocolado pela oposição na Câmara, o ministro do STF Luís Roberto Barroso criticou o uso das instituições para "resultados políticos imediatos"; "O ímpeto de abreviar um governo que eventualmente tenha se tornado impopular não pode comprometer as conquistas institucionais que obtivemos nesses 30 anos. Abalar as instituições para obter resultados políticos imediatos é um pouco como perder a alma imaginando que se está ganhando o mundo", afirmou

Embora evite comentar o mérito do pedido de impeachment protocolado pela oposição na Câmara, o ministro do STF Luís Roberto Barroso criticou o uso das instituições para "resultados políticos imediatos"; "O ímpeto de abreviar um governo que eventualmente tenha se tornado impopular não pode comprometer as conquistas institucionais que obtivemos nesses 30 anos. Abalar as instituições para obter resultados políticos imediatos é um pouco como perder a alma imaginando que se está ganhando o mundo", afirmou
Embora evite comentar o mérito do pedido de impeachment protocolado pela oposição na Câmara, o ministro do STF Luís Roberto Barroso criticou o uso das instituições para "resultados políticos imediatos"; "O ímpeto de abreviar um governo que eventualmente tenha se tornado impopular não pode comprometer as conquistas institucionais que obtivemos nesses 30 anos. Abalar as instituições para obter resultados políticos imediatos é um pouco como perder a alma imaginando que se está ganhando o mundo", afirmou (Foto: Aquiles Lins)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, afirmou em entrevista ao jornal Correio Braziliense que a presidente Dilma Rousseff é uma "pessoa de bem". "Acho que ela é uma pessoa de bem que está vivendo um momento em que as coisas não deram certo. Então, acho que ela deve estar vivendo um momento de grande sofrimento pessoal. Esse é o meu sentimento", afirmou. 

Questionado sobre o rito do processo de eventual impeachment da presidente Dilma, barrado pelo Supremo na Câmara, Barroso afirmou que a matéria não é "interna corporis" do Congresso. "Rito de impeachment é uma questão constitucional. Portanto, não há nada de surpreendente em que o ministro Teori [Zavascki] ou a ministra Rosa [Weber] tenham produzido decisões nessa matéria, não estou entrando no mérito, estou apenas dizendo que não há nada de surpreendente nisso", afirmou. 

Embora afirme que não pode comentar o mérito do impeachment protocolado pela oposição na Câmara, Barroso foi incisivo nas críticas. "O ímpeto de abreviar um governo que eventualmente tenha se tornado impopular não pode comprometer as conquistas institucionais que obtivemos nesses 30 anos. Abalar as instituições para obter resultados políticos imediatos é um pouco como perder a alma imaginando que se está ganhando o mundo", afirmou.

continua após o anúncio

Questionado sobre o debate em torno do financiamento privado de campanha, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que "esse modelo de empresa privada pode participar gerou o maior escândalo de corrupção da história do país". "No modelo que tínhamos, ela está comprovada. Agora, não temos tradição nesse modelo proposto? É verdade. Portanto, vamos tentar criar um sistema político de mobilização da cidadania. E não mobilização do sistema político do grande capital em busca de negócios no novo governo. Precisamos de menos estado e mais sociedade, precisamos de um capitalismo com mais risco e menos financiamento público", afirmou. 

Leia na íntegra a entrevista de Luís Roberto ao Correio Braziliense. 

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247