Barbosa volta a pedir que Nardes deixe relatoria

Ministro do Planejamento reiterou que o relator do processo sobre as contas do governo Dilma no Tribunal de Contas da União, ministro Augusto Nardes, antecipou seu voto e deve ser afastado do caso; "Seguindo o que manda a Lei Orgânica da Magistratura e o próprio regimento do TCU, os magistrados não podem se manifestar (antecipadamente)", disse; pedido do governo deve ser analisado nesta quarta-feira pelo plenário do tribunal

Brasília - O Ministros do Planejamento, Nelson Barbosa fala sobre o julgamento das contas da presidenta Dilma Rousseff (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O Ministros do Planejamento, Nelson Barbosa fala sobre o julgamento das contas da presidenta Dilma Rousseff (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)


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247 - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, voltou a pedir a saída do ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes da relatoria do processo sobre as contas do governo da presidente Dilma Rousseff.

Barbosa voltou a afirmar que a magistratura não permite que os juízes antecipem posicionamento ou voto sobre o julgamento, argumento usado pelo governo para pedir a suspeição de Nardes no caso. "Seguindo o que manda a Lei Orgânica da Magistratura e o próprio regimento do TCU, os magistrados não podem se manifestar (antecipadamente)", afirmou.

Neste final de semana, a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou um pedido de suspeição de Nardes alegando que ele teria antecipado o voto em diversas declarações à imprensa, o que constrangeria os demais ministros do TCU. O requerimento da AGU será analisado na quarta-feira (7), antes do início do julgamento das contas do governo pelo colegiado do TCU.

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Abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Barbosa reitera entendimento por suspeição do relator das contas do governo

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Ivan Richard – O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, reafirmou hoje (6) o entendimento do governo de que o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator do processo que analisa as contas de 2014 do governo federal, antecipou o veto pela rejeição das contas, contrariando a Lei Orgânica da Magistratura e o Estatuto do Tribunal.

"Há um pedido de análise de suspeição que deve ser analisado pelo plenário do TCU. Seguindo o que manda a Lei Orgânica da Magistratura e o que diz o próprio Estatuto do TCU, magistrados não podem e não devem se manifestar previamente na análise de casos que eles são relatores. O governo manifestou sua posição e isso deve ser apreciado pelo plenário antes de qualquer decisão sobre as contas do ano anterior", argumentou Barbosa após cerimônia de posse do ministro Helder Barbalho na Secretaria de Portos.

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Ontem (5), o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, entregou ao presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz, o pedido de arguição de suspeição de Nardes. A análise das contas do governo está marcada para a amanhã (7). Em nota, Augusto Nardes negou ter divulgado seu voto à imprensa e repudiou as declarações de Adams e o pedido feito pelo governo.

Vetos

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Em relação à apreciação dos vetos da presidenta Dilma Rousseff, Nelson Barbosa, disse que o governo espera que eles sejam mantidos, para evitar o aumento de gastos públicos. "É importante a manutenção dos vetos para a estabilidade fiscal como temos colocado. A manutenção dos vetos significa a necessidade de menos impostos e menos cortes de gastos. O equilíbrio fiscal envolve não apenas as medidas de reequilíbrio que enviamos, mas também a manutenção de vetos para evitar aumento de gastos que coloque em risco a estabilidade fiscal", disse o ministro do Planejamento.

Hoje (6), deputados e senadores retomam a apreciação de vetos presidenciais que barraram pontos ou o texto integral de projetos aprovados pelo Legislativo. Na pauta, há matérias consideradas sensíveis ao governo como a que trata do reajuste salarial entre 53% e 78,56% aos servidores do Judiciário e a que estende a aplicação da regra do reajuste do salário mínimo a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

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