Arruda vai ao STF: "só não há jeito para a morte"
Em discurso um dia depois de ter sua candidatura a governador do DF rejeitada pelo TSE, o ex-governador José Roberto Arruda prometeu esgotar todas as possibilidades de recurso para tentar se manter na disputa eleitoral; "Se fosse covarde, não tinha chegado ate aqui. Só não há jeito para a morte. Enquanto temos chance de recurso, por mais difícil que seja, me mantenho na luta", afirmou; líder na última pesquisa Datafolha com 35% de intenções, Arruda teve candidatura rejeitada por 5 a 1 com base na lei da Ficha Limpa
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Brasília 247 - O ex-governador José Roberto Arruda, candidato ao Governo do Distrito Federal, afirmou nesta quarta-feira, 27, que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter decisão que barrou sua candidatura ao governo do Distrito Federal.
Por seis votos a um, o Tribunal Superior Eleitoral impugnou a candidatura de Arruda com base na Lei da Ficha Limpa, pelo fato do ex-governador ter sido condenado por improbidade administrativa por órgão colegiado de Justiça. Arruda já havia sido considerado inelegível pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal.
Durante discurso de 27 minutos, Arruda afirmou que "se fosse covarde [...], não tinha chegado ate aqui". "Só não há jeito para a morte. Enquanto temos chance de recurso, por mais difícil que seja, me mantenho na luta", afirmou aos correligionários. Arruda brincou sobre o resultado das pesquisas eleitorais. "Quem sabe com essa decisão da justiça passamos dos 40%. Apesar de todas as dificuldades, a vitória no campo jurídico virá no ultimo momento".
Pesquisa realizada pelo Datafolha no Distrito Federal mostra que Arruda tem 35% das intenções de voto. A seguir aparecem empatados em segundo lugar Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) com 19% e 13%, respectivamente.
Vice-presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes criticou a decisão que rejeitou a candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF. Segundo ele, a mudança de jurisprudência do TSE durante o julgamento do caso, sobre o momento em que as condições de inelegibilidade são aferidas pela Justiça Eleitoral, não teve justificativa. "Todo tribunal tem escrúpulo em mudar jurisprudência. E justifica. E não faz de conta que, ontem eu estava votando assim, e hoje é assado. Isso é brincadeira de menino", disse Mendes.
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